ESTABILIDADE FINANCEIRA

Bancos elevam provisões para calotes em 23% diante de cenário adverso

Fachada de agência bancária representando o setor financeiro brasileiro.
Agências bancárias reforçam proteção contra inadimplência diante do cenário econômico restritivo.

Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander aumentam reservas para enfrentar inadimplência, agravada pelo endividamento e crise no agronegócio.

As maiores instituições financeiras do País decidiram elevar o volume de recursos destinados à proteção contra calotes, visando assegurar solidez diante de um ambiente de crédito mais desafiador. A medida foi adotada por Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander e reflete a necessidade de mitigar riscos diante da crescente dificuldade de pagamento por parte de famílias e empresas, em um cenário detalhado na edição impressa do jornal 'O Estado de S.Paulo' desta terça-feira (18/08/2026).

Os quatro bancos registraram R$ 91,082 bilhões em custo de crédito apenas no primeiro semestre, representando uma alta expressiva de 23% em relação ao mesmo período de 2025. Esse indicador agrega as despesas com perdas esperadas, além de descontos concedidos e receitas provenientes da recuperação de créditos anteriormente baixados, configurando um mecanismo fundamental de segurança para o sistema financeiro.

A prudência adotada pelas instituições financeiras é uma resposta direta ao aumento dos índices de inadimplência, com uma parcela significativa dos problemas concentrada no setor do agronegócio. Embora o BC tenha iniciado um ciclo de redução na taxa básica de juros, a Selic permanece em patamares considerados restritivos. Esse cenário pressiona o endividamento e corrói a renda disponível das famílias, dificultando a quitação de compromissos financeiros.

A conjuntura econômica é agravada por fatores externos e internos. Os efeitos inflacionários decorrentes de conflitos no Oriente Médio, somados ao desequilíbrio das contas públicas, limitam o fôlego da autoridade monetária para acelerar o alívio nos juros. A decisão das instituições é definitiva quanto ao reforço do balanço patrimonial, visando manter a saúde financeira perante a volatilidade macroeconômica.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário