ACUSAÇÃO BOMBASTICA
Renan Santos ataca Flávio Bolsonaro por "rabo preso" com STF
Pré-candidato à Presidência, Renan Santos, afirma que senador tem dívida de gratidão com Dias Toffoli e Gilmar Mendes, e critica inação do Senado sobre pedidos de impeachment.
O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre, lançou uma séria acusação nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026. Segundo ele, o senador Flávio Bolsonaro estaria em uma relação de dependência e "rabo preso" com os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Santos, essa suposta ligação explicaria a inação do Senado Federal em analisar pedidos de impeachment contra membros da Corte, levantando preocupações sobre a autonomia do Legislativo e a transparência na fiscalização dos poderes.
A grave declaração emergiu durante sua participação no programa Frente a Frente, uma parceria entre Folha de S.Paulo e UOL dedicada à cobertura das eleições de 2026. Os jornalistas Fábio Zanini, editor da coluna Painel, e Carla Araújo, chefe da sucursal de Brasília do UOL, conduziram a entrevista.
Renan Santos não poupou palavras ao justificar sua tese: "O Senado não faz isso porque o senhor Flávio Bolsonaro tem rabo preso e dívida de gratidão com Dias Toffoli e o Gilmar Mendes. Se não, a carreira política dele não existiria", declarou o pré-candidato. Ele complementou, criticando a postura de figuras políticas: "Os tais direitistas que enfrentam o STF sempre capitulam para o STF".
O fundador do Movimento Brasil Livre ainda argumentou que o foro especial criaria um "controle político do STF sobre o Legislativo". Na sua visão, investigações como as que envolvem o Banco Master deveriam, invariavelmente, levar a processos de impeachment contra ministros. Ele mencionou Dias Toffoli e Alexandre de Moraes como potenciais alvos, reiterando a necessidade de aprofundar as investigações, incluindo a delação de Daniel Vorcaro, e defender a proposição de pedidos de prisão contra magistrados.
Ao traçar seu posicionamento no cenário eleitoral, Renan Santos revelou buscar apoio junto a eleitores receptivos a propostas que fujam da polarização política atual. Ele se apresentou como uma alternativa tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a Flávio Bolsonaro, e não poupou críticas a outros nomes da direita que almejam o Planalto, como os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado. "Não vou ficar fazendo igual o Zema ou o Caiado. Para ter uma opinião, eles têm que pedir um pedágio para o Bolsonaro", disparou.
No campo econômico, o empresário defendeu a reavaliação de benefícios que considera privilégios no funcionalismo público e criticou a promessa de redução de impostos sem cortes correspondentes de gastos. Para ele, essa prática seria um "estelionato eleitoral". Santos também prometeu, se eleito, recompor aposentadorias pela inflação e citou o presidente argentino Javier Milei como modelo. "O que estou prometendo é remédio amargo. Estou chamando pessoas para o sacrifício para salvar o Brasil. O oposto de estelionato, eu chamo de sincericídio", enfatizou, destacando a franqueza de suas propostas.
Em segurança pública, Renan Santos propôs medidas mais rigorosas contra o crime organizado, incluindo a decretação de estado de defesa em certas áreas e uma abordagem que ele definiu como "guerra" para retomar territórios controlados por facções. Ele argumentou que o Brasil já enfrenta uma "pena de morte" informalmente imposta por criminosos, defendendo o endurecimento das penalidades, mesmo reconhecendo que a Constituição veda a pena capital. "Uma pessoa que está cumprindo a lei e eventualmente comete um delito tem direito de defesa garantido. Agora uma pessoa que faz parte de uma facção que está permanentemente violando direitos humanos, não", ponderou.
O pré-candidato também lançou críticas à efetividade da democracia em certas regiões do país. Em sua análise, "a democracia não existe" em porções do Maranhão e em "boa parte" de pequenos municípios, onde, conforme sua percepção, eleitores seriam cooptados ou venderiam votos durante o processo eleitoral. Em cenários que julga extremos, ele defendeu a potencial aplicação de intervenção federal em estados e municípios.
Ao abordar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF e o debate sobre anistia para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, Renan Santos indicou ser favorável apenas à redução das penas. Ele teceu críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes, alegando um tratamento inadequado aos investigados. "Tratou os bolsonaristas como inimigos" sem o devido processo constitucional, disse, complementando que o próprio Bolsonaro "também teve parte do direito de defesa mitigada".
Renan Santos também rotulou como "populismo puro e simples" a legislação que criminaliza a misoginia e criticou movimentos como o "redpill", descrevendo-o como "tosco" e "ridículo". Ao discutir o canal "Café com Teu Pai", que enfrenta denúncias por supostas falas misóginas, o pré-candidato expressou que o público feminino que segue o canal possui discernimento para fazer suas próprias escolhas. "Ou é um monte de mulher masoquista, ou estamos adotando um critério muito subjetivo", pontuou.
A respeito da repercussão de áudios de 2022 envolvendo o ex-deputado Arthur do Val, conhecido como "Mamãe Falei", Renan Santos preferiu não se estender. Ele se limitou a dizer que o ex-aliado "errou" e que, pessoalmente, não descarta relações por mero cálculo eleitoral.
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