ECONOMIA EM FOCO

Reforma tributária é progresso, afirma CEO da PwC à CNN Money

Marco Castro, CEO da PwC Brasil, discute reforma tributária em entrevista à CNN Money.
Marco Castro, CEO da PwC Brasil e Equador, durante entrevista sobre a reforma tributária.

Especialista da PwC Brasil e Equador debate custos e a complexidade operacional para empresas durante o longo período de adaptação.

Marco Castro, CEO da PwC Brasil e Equador, avaliou nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, a reforma tributária brasileira como um progresso essencial, apesar dos desafios complexos de transição. Em entrevista ao programa Capital Insight, da Broadcast, em parceria com o CNN Money, Castro destacou que, embora a medida exija investimentos e adaptação por parte das empresas, ela representa um avanço significativo para a economia e a competitividade do país no cenário global.

O executivo sublinhou que, apesar do otimismo generalizado com a modernização do sistema, as companhias enfrentam um período de incertezas. A principal preocupação reside nos custos adicionais e na elevada complexidade operacional de gerenciar o novo modelo enquanto o antigo ainda está em vigor. "A reforma tributária é um progresso, acho que todos devem olhá-la com um olhar bastante positivo", afirmou Castro, ressaltando a importância de uma visão proativa.

A transição, que se estende por um longo período, impõe às empresas a necessidade de investimentos imediatos para se prepararem para o futuro. Isso significa, na prática, que muitas organizações estão administrando simultaneamente dois sistemas tributários, um cenário que consome recursos e demanda uma reestruturação operacional intensa. "Isso, de fato, é uma necessidade que as empresas estão tendo que administrar, pois é mais um desses temas de curto prazo que precisa ser resolvido", declarou o CEO.

Castro enfatizou que as reformas implementadas não devem ser vistas como estáticas ou definitivas. Pelo contrário, é fundamental que sejam revisadas e ajustadas periodicamente. Essa abordagem garante que as mudanças permaneçam alinhadas às dinâmicas do mercado e às necessidades econômicas emergentes, assegurando sua relevância e eficácia a longo prazo. "Todas as reformas que vimos no passado precisam ser revisitadas para assegurar que estamos ajustando as mudanças às necessidades atuais", explicou.

Ao abordar a posição do Brasil no cenário global, o executivo reconheceu os avanços do país nos últimos anos, mas também apontou a persistência de um espaço considerável para melhorias. A competitividade internacional, especialmente na atração de investimentos, exige um esforço contínuo e aprimoramento constante. "Precisamos acelerar essas melhorias e continuar revisitando constantemente essas reformas", concluiu Castro, reforçando o compromisso com um futuro econômico mais robusto e dinâmico para o Brasil.

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