VIOLÊNCIA URBANA
Quatro mortes marcam fim de semana de violência no Morro do Juramento
Confronto entre facções rivais no Rio resulta em óbitos, incluindo um jovem atleta. Delegacia de Homicídios da Capital investiga os casos.
A disputa territorial entre organizações criminosas no Morro do Juramento, localizado em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, culminou na morte de quatro pessoas durante o último final de semana, encerrado em 19 de julho de 2026. A série de atentados foi deflagrada por um ataque de criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP), oriundos do Complexo da Serrinha, contra a área dominada pelo Comando Vermelho (CV), resultando em episódios de extrema violência que assustaram moradores de diversos bairros adjacentes.
Entre as vítimas está o adolescente Maiky Brian dos Santos Silva, de 16 anos. O jovem, que era lutador de kickboxing e não possuía vínculos com atividades ilícitas, foi encontrado sem vida na noite de 18 de julho de 2026, próximo à entrada da comunidade. De acordo com relatos, o rapaz foi atingido por disparos de arma de fogo na cabeça e no tórax durante a incursão armada, o que interrompeu precocemente uma trajetória esportiva promissora.
A morte do jovem gerou forte impacto social e indignação entre amigos e membros de sua equipe esportiva. Em nota, o grupo de luta destacou que Maiky era um adolescente repleto de sonhos, reforçando a urgência de proteger a juventude da violência sistêmica que atinge as comunidades cariocas. O caso sublinha o grave risco enfrentado por moradores diante do fogo cruzado constante em regiões de conflito.
Na manhã de 19 de julho de 2026, outras três vítimas, homens com idades entre 35 e 50 anos, foram localizadas na Avenida Pastor Martin Luther King Jr., nas proximidades da estação de metrô de Tomás Coelho. O Corpo de Bombeiros foi acionado para a ocorrência, e os corpos, ainda sem identificação formal até o momento, foram encaminhados para perícia.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu a investigação para esclarecer a dinâmica das mortes e verificar a conexão entre os confrontos ocorridos no sábado e no domingo. A área foi isolada para coleta de provas que auxiliem na identificação dos autores dos disparos, em apuração que segue em curso pelas autoridades competentes.
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