VIOLÊNCIA CONTRA IMPRENSA
Quatro colonos são presos após atacar equipe da CNN na Cisjordânia
Suspeitos foram detidos pela Polícia de Israel após tentarem bloquear e danificar veículos de jornalistas que cobriam um memorial em Sinjil.
Uma equipe da CNN e outros profissionais da imprensa foram alvos de um ataque violento na Cisjordânia, resultando na prisão de quatro suspeitos pela Polícia de Israel, neste sábado, 11/07/2026. A ação criminosa ocorreu enquanto os jornalistas realizavam a cobertura do primeiro aniversário da morte de Saif Musallet, um palestino-americano que faleceu após ser agredido por colonos em julho de 2025.
O incidente aconteceu nas proximidades do vilarejo de Sinjil, ao norte de Ramallah. De acordo com relatos da equipe no local, os jornalistas foram cercados por colonos que utilizaram um veículo para bloquear a estrada, impedindo a passagem. Armados com pedras, barras de madeira e de metal, os agressores tentaram furar os pneus de um carro da CNN com uma faca e destruíram o para-brisa de outro veículo que acompanhava a reportagem.
Após a intervenção das IDF (Forças de Defesa de Israel) e da Polícia de Israel, os quatro suspeitos foram detidos e as armas utilizadas na agressão, incluindo a faca, foram apreendidas. Em nota, a polícia afirmou tratar com extrema seriedade qualquer dano a profissionais da imprensa no exercício de suas funções.
O episódio reacende a discussão sobre a crescente insegurança na região. Recentemente, o deputado norte-americano Ro Khanna foi detido por colonos em Turmus Ayya, uma área com presença significativa de palestino-americanos. O parlamentar relatou, em entrevista à Reuters, a sensação de impunidade enfrentada pelos residentes locais diante da postura dos agressores.
Em entrevista à Dana Bash, da CNN, na terça-feira, 07/07/2026, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu minimizou o fenômeno, classificando os envolvidos como "delinquentes juvenis". Contudo, o pai de Saif Musallet aponta que, até o momento, nenhum responsável pela morte de seu filho foi levado à justiça, apesar dos apelos internacionais, incluindo declarações do embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee.
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