ESTRATÉGIA POLÍTICA
PT define estratégia para 2026 com 12 candidatos próprios
Dirigentes do Partido dos Trabalhadores definiram, nesta sexta-feira, 01/05/2026, sua estratégia eleitoral para as eleições de 2026, projetando 12 candidaturas próprias a governos estaduais. A decisão visa fortalecer a presença da sigla e consolidar o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com um plano que inclui alianças estratégicas com partidos do centro, como MDB, PSD e União Brasil, moldando o cenário político nacional.
Dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) delinearam, nesta sexta-feira, 01/05/2026, uma estratégia eleitoral abrangente para as eleições de 2026, com o objetivo de fortalecer sua presença nos estados e consolidar o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legenda planeja apresentar 12 candidatos próprios a governos estaduais, enquanto nos demais territórios priorizará alianças estratégicas com partidos do centro, como MDB, PSD e União Brasil, delineando um cenário político que impactará diretamente as escolhas dos eleitores e a governabilidade futura.
O mapa de candidaturas próprias do PT para Luiz Inácio Lula da Silva inclui estados-chave como São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Rondônia e Roraima. Em outras duas unidades federativas, Goiás e Maranhão, a decisão sobre a chapa principal ainda está em avaliação, com a possibilidade de lançar nomes próprios ou optar por apoios estratégicos.
No Maranhão, o cenário se mostra mais complexo. Embora o vice-governador Felipe Camarão (PT) seja um pré-candidato natural, o partido pondera a viabilidade de uma aliança, incluindo o apoio ao ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Similarmente, em Goiás, mesmo com diversos petistas se apresentando como pré-candidatos, conversas sobre uma possível composição com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) foram consideradas nas últimas semanas, mas não progrediram para um acordo.
A estratégia para 2026 sinaliza uma continuidade na redução de candidaturas solo do PT em comparação com pleitos anteriores. Em 2022, o partido disputou 13 governos estaduais, número que já representava uma queda em relação aos 16 candidatos apresentados em 2018. Essa tendência reflete a prioridade da legenda em construir bases de apoio mais amplas para o governo federal.
Em diversas regiões, o PT optará por apoiar candidatos de partidos aliados. Na região Sul, por exemplo, a legenda não terá um candidato próprio, direcionando seu apoio a Juliana Brizola (PDT) no Rio Grande do Sul, Gervásio Merisio (PSB) em Santa Catarina e Requião Filho (PDT) no Paraná. A articulação se estende a Alagoas e Pará, onde o PT estará ao lado do MDB, e no Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins, com apoio ao PSD. No Amapá, a parceria será com o União Brasil.
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