JUSTIÇA COBRADA
PT Cobra PF e STF por Corrupção no INSS Após Rejeição de Relatório
Partido acusa comissão de ignorar suposto esquema bilionário que desviou fundos de aposentados, pedindo indiciamento de ex-presidente e senador.
O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou neste sábado (28.mar.2026) que encaminhará um relatório paralelo da CPMI do INSS, ignorado pela comissão, à Polícia Federal (PF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). A medida, motivada pela alegação de que o relatório oficial da CPMI falhou em investigar a fundo um suposto esquema de desvio de bilhões de reais de aposentados e pensionistas, busca impulsionar a apuração de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. A iniciativa do PT eleva o debate para as mais altas instâncias jurídicas do país, prometendo desdobramentos significativos e impactando diretamente a dignidade dos beneficiários da Previdência Social e a confiança nas instituições públicas.
A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dedicou-se à investigação de um esquema de desvio de aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Sob a relatoria do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), a comissão chegou a solicitar ao STF a prisão preventiva de 21 investigados por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Contudo, um ponto de discórdia crucial surgiu quando a comissão rejeitou o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta foi derrubada por 19 votos contrários e 12 favoráveis, gerando críticas por parte da bancada petista.
Em resposta, o PT protocolou, na sexta-feira (27.mar.2026), um voto em separado, com mais de 1.800 páginas, em uma manobra para tentar adiar a votação do parecer oficial e evitar a aprovação do relatório que, segundo o partido, protegeria nomes de relevância política. O texto alternativo, encabeçado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), não apenas ampliou o rol de investigados para cerca de 201 nomes, mas também concentrou sua artilharia política em figuras como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O partido alega que o relatório alternativo continha dados e documentos que comprovam que o esquema de corrupção teve início em 2017 e se consolidou e ampliou-se durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Em comunicado oficial, o PT lamentou a decisão da presidência da CPMI, exercida pelo senador bolsonarista Carlos Viana (Podemos-MG), de encerrar os trabalhos sem submeter à votação o relatório da maioria, o que considerou uma violação do regimento do Congresso.
A bancada petista defende o indiciamento de 201 pessoas – sendo 130 de forma imediata e outras 71 para aprofundamento das investigações. Entre os nomes citados, o PT pede o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como o “cérebro” do esquema destinado a financiar campanhas de figuras como o ex-ministro da Previdência Onyx Lorenzoni (PP-RS) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, aparece na lista de indiciamentos por lavagem de dinheiro.
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) reforçou a acusação, afirmando que Bolsonaro é o “chefe do esquema criminoso que roubou bilhões de reais dos aposentados e aposentadas”, sublinhando a gravidade das denúncias e a urgência de uma investigação aprofundada por parte das autoridades competentes.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário