TESTE DO PEZINHO AVANÇA

Programa Nacional de Triagem Neonatal celebra 25 anos, mas ampliação do teste do pezinho avança lentamente

Bebê com curativo no calcanhar após coleta para teste do pezinho
Teste do pezinho: A luta de uma mãe pela prevenção das doenças raras

Apesar de lei sancionada em maio de 2021 para ampliar a detecção de doenças raras no SUS, apenas dois estados e o Distrito Federal oferecem o teste ampliado. Milhares de bebês ainda sofrem com a falta de diagnóstico precoce.

O Programa Nacional de Triagem Neonatal, conhecido como “teste do pezinho”, completa 25 anos em 2026, marco que realça a importância da coleta de sangue do calcanhar do recém-nascido para a identificação de dezenas de condições e doenças raras. A coleta, realizada entre 48 horas e cinco dias após o parto, na maternidade ou posto de saúde, é um passo crucial para a saúde infantil, embora não feche diagnósticos por si só.

Existem atualmente duas modalidades do teste: o básico, disponível gratuitamente no SUS, que detecta sete doenças; e o ampliado, oferecido em laboratórios privados, capaz de identificar mais de 50 enfermidades. Em maio de 2021, uma alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente determinou que o SUS deveria oferecer o teste ampliado. Contudo, a legislação não estabeleceu prazos para a implementação dessa ampliação por estados e municípios. Cinco anos após a sanção da lei, o teste ampliado só se tornou realidade em dois estados e no Distrito Federal, resultando em sequelas irreversíveis para aproximadamente um bebê a cada 2.500 nascidos, devido à ausência de diagnóstico precoce.

Essa realidade impactou a vida da jornalista Larissa Carvalho, que reside em Belo Horizonte e é mãe de Theo. Theo é um dos bebês que sofreu com a demora na detecção de doenças raras. Larissa dedicou-se incansavelmente à luta pela ampliação do teste do pezinho no SUS, um esforço que culminou na popularização da lei como Lei Theo. Ela compartilha sua rotina com o filho e a experiência de famílias que lidam com doenças raras, evidenciando a necessidade urgente de acesso universal ao diagnóstico ampliado.

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