RETRAÇÃO SETORIAL ACENTUADA

Produção industrial do RN tem a terceira maior queda do Brasil

Gráfico ou imagem ilustrativa da indústria brasileira
Indústria do RN amplia ritmo de queda | notícias do rio grande do norte Indústria Brasil Copia

Estado registra recuo de 5,5% em maio de 2026, pressionado pelo setor de derivados de petróleo e biocombustíveis.

A produção industrial do Rio Grande do Norte sofreu um recuo de 5,5% em maio de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025, conforme dados divulgados na Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 10 de julho de 2026. Este resultado posiciona o estado com a terceira maior queda entre as unidades da Federação pesquisadas, ficando atrás apenas de Maranhão e Bahia, em um cenário que reflete diretamente na economia local e na geração de postos de trabalho.

O desempenho negativo no mês de maio de 2026 foi impulsionado essencialmente pela retração nas atividades de refino de petróleo, biocombustíveis e indústrias extrativas. O setor de coque e derivados de petróleo registrou queda de 18,3%, enquanto as indústrias extrativas recuaram 5,4%. Por outro lado, o setor de vestuário e acessórios avançou 53,8%, seguido pelo crescimento de 8,1% na fabricação de produtos alimentícios, fatores que serviram como alento para o setor.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o Rio Grande do Norte amarga a pior retração entre todas as unidades da Federação acompanhadas pelo IBGE, com uma queda de 15,5%. O setor de coque e biocombustíveis lidera as perdas no período, com baixa de 27,8%. Apesar desse quadro preocupante, especialistas observam uma desaceleração no ritmo de perdas: enquanto no primeiro trimestre a queda era de 19,2%, o intervalo entre abril e maio de 2026 reduziu esse recuo para 9,6%.

Comparando o desempenho do Rio Grande do Norte com o cenário nacional, o Brasil apresentou estabilidade com alta de 0,2% frente a maio de 2025. Enquanto estados como Espírito Santo e Rio de Janeiro registraram avanços expressivos, a indústria potiguar ainda busca equilíbrio. A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), permanece como o balizador técnico fundamental para monitorar a saúde da indústria nacional e regional.

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