INVESTIGAÇÃO FINANCEIRA

Procuradoria-Geral da República rejeita segunda proposta de delação de banqueiro Daniel Vorcaro

Prédio da Procuradoria-Geral da República (PGR) em Brasília.
Procuradoria-Geral da República (PGR) em Brasília.

A segunda tentativa de acordo de colaboração do investigado Daniel Vorcaro não foi aceita pela PGR, mantendo-o preso.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) tomou a decisão de rejeitar a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A negativa, comunicada nesta terça-feira, 16/06/2026, encerra a segunda tentativa do investigado de firmar um acordo de colaboração e manter a esperança de flexibilizar sua situação judicial. A medida impacta diretamente a vida de Vorcaro, que permanece detido enquanto prosseguem as investigações sobre fraudes financeiras.

A decisão da PGR, órgão responsável pela condução de investigações criminais em âmbito federal, foi formalizada e já chegou ao conhecimento do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é o relator das apurações que envolvem Daniel Vorcaro e que tramitam no STF.

Esta é a segunda vez que a Procuradoria-Geral da República recusa uma proposta de delação apresentada pelo banqueiro. No mês anterior, uma primeira tentativa também foi negada. A postura da PGR sinaliza que, para o órgão, os termos apresentados por Vorcaro não foram suficientes para justificar um acordo de colaboração premiada.

A Polícia Federal (PF) também havia negado a segunda proposta de delação na semana passada. Os investigadores da PF concluíram que o banqueiro não trouxe informações inéditas que pudessem auxiliar na elucidação dos fatos e, crucialmente, não assumiu a responsabilidade pelos crimes investigados. Para a Polícia Federal, a delação premiada pressupõe um reconhecimento da culpa e a entrega de elementos que ampliem o conhecimento sobre a ação criminosa.

Daniel Vorcaro foi preso novamente no dia 4 de março, ocasião em que se tornou alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. Conduzida pela Polícia Federal, a operação apura fraudes financeiras relacionadas ao Master e também a uma tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), um banco público sob gestão do Governo do Distrito Federal (GDF). Desde a sua recaptura, Vorcaro busca firmar um acordo de delação premiada.

Atualmente, o banqueiro está detido em uma sala de custódia nas dependências da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

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