OPERAÇÃO CONTRA DESVIO

PF investiga ex-governador do MT e Fábio Garcia por desvio de R$ 308 mi

Agentes da Polícia Federal em operação de busca e apreensão em Mato Grosso.
Buscas foram realizadas pela Polícia Federal em Cuiabá envolvendo o governo de Mato Grosso.

Supremo Tribunal Federal autoriza bloqueio de R$ 316 milhões de investigados após acordo milionário envolvendo a empresa Oi e o governo estadual.

A Polícia Federal deflagrou uma operação em Mato Grosso para apurar o desvio de R$ 308 milhões dos cofres públicos estaduais. A investigação, que foca na lisura de um acordo firmado em 2025 entre o governo de Mato Grosso e um escritório de advocacia, mira o ex-governador Mauro Mendes e o deputado federal Fábio Garcia, do União Brasil.

A decisão que autorizou a ofensiva partiu do Supremo Tribunal Federal, sob a análise do ministro Flávio Dino. A medida busca esclarecer possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, uma vez que o montante teria beneficiado fundos ligados às famílias dos agentes políticos investigados.

O caso teve origem em uma disputa tributária envolvendo a empresa Oi, que questionava uma cobrança de R$ 690 milhões. Segundo as apurações, o escritório Ricardo Almeida Advogados Associados adquiriu o direito de receber os valores da telefônica por R$ 80 milhões. Pouco tempo depois, o Estado reconheceu a inconstitucionalidade do débito e pagou R$ 308 milhões para encerrar o processo, sem submeter o valor ao regime de precatórios.

Além da busca e apreensão na sede da Procuradoria-Geral do Estado e em residências, o ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 316 milhões em bens e o recolhimento dos passaportes dos envolvidos. A ação impacta diretamente a transparência na gestão de recursos públicos e levanta questionamentos sobre a legalidade de pagamentos realizados fora da fila judicial de precatórios.

Em nota, Mauro Mendes negou qualquer ilegalidade ou vínculo de sua família com os fundos mencionados. Ricardo Almeida e Ulisses Rabaneda sustentaram a legalidade de suas atuações profissionais, enquanto a Oi afirmou não ter participado da negociação específica e declarou total colaboração com as autoridades.

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