JUROS E INFLAÇÃO AVANÇAM
Previsão da Selic para 2026 sobe para 14% e inflação avança, segundo Boletim Focus
Mercado financeiro revisa projeções para a taxa básica de juros e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 22/06/2026, aponta as novas expectativas.
A expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, subiu para 14% ao ano em 2026. A revisão, divulgada nesta segunda-feira, 22/06/2026, pelo Banco Central (BC) através do boletim Focus, reflete um ajuste de 0,25 ponto percentual em relação à projeção da semana anterior. A decisão impacta diretamente o custo do crédito para consumidores e empresas, além de influenciar investimentos, moldando o cenário econômico do país.
Para os anos seguintes, as projeções indicam uma trajetória de continuidade, com a Selic estimada em 12% para 2027 e 10,24% para 2028. Essa perspectiva sinaliza um período de juros elevados, exigindo planejamento financeiro e adaptação por parte de todos os brasileiros.
Paralelamente, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, apresentou elevação de 0,03 ponto percentual, atingindo 5,33%. Este índice supera em 1,5 ponto percentual o teto de 3% estabelecido para a meta de inflação em 2026, marcando a 15ª elevação consecutiva. O aumento persistente nos preços corrói o poder de compra da população, impactando diretamente a dignidade e o bem-estar das famílias ao encarecer bens e serviços essenciais.
Em sua última publicação na quarta-feira, 17/06/2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou a restrição da política monetária com um corte de 0,25 ponto base na taxa de juros, estabelecendo-a em 14,25%. O objetivo é utilizar os juros como ferramenta para ajustar a inflação à meta estabelecida. Segundo o Banco Central, a trajetória de política monetária necessária para atingir essa convergência no quarto trimestre de 2027 projeta a inflação abaixo de 3% a partir desse período.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil também registrou um leve avanço nesta semana, passando de uma projeção de 1,96% para 1,98%. Em contrapartida, a taxa de câmbio manteve-se estável em R$ 5,20, mas com projeções de alta para os próximos anos, alcançando R$ 5,27 em 2027 e R$ 5,30 em 2028. A volatilidade cambial e a desvalorização do real afetam os preços de produtos importados e influenciam a competitividade da economia brasileira.
Com informações da CNN Brasil.
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