REFORMA MINISTERIAL
Presidente Lula Avalia Mudar Comando da Justiça e Segurança
Jorge Messias surge como favorito para a Justiça; criação de ministério de Segurança Pública em pauta.
A especulação sobre uma reestruturação ministerial que pode redefinir o combate ao crime organizado no Brasil intensificou-se nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, com a iminência das férias do Advogado-geral da União, Jorge Messias. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não tenha batido o martelo, Messias emerge como um nome forte para assumir o Ministério da Justiça, atualmente liderado por Wellington César Lima. Essa possível mudança não apenas reorganizaria a cúpula da Justiça, mas também reacende o debate sobre a criação de uma pasta exclusiva para segurança pública, uma medida que promete otimizar a coordenação de políticas cruciais para a proteção da sociedade brasileira.
Jorge Messias, chefe da Advocacia Geral da União, inicia suas férias nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, e permanecerá afastado até 25 de maio. Este período coincide com a efervescência das discussões sobre uma possível reforma na segurança pública do governo Lula. Messias já expressou seu desejo de continuar à frente da AGU, mas a decisão final permanece nas mãos do presidente.
Nos bastidores do Planalto, o nome de Messias é consistentemente cotado para o Ministério da Justiça, uma hipótese que ganhou força após sua tentativa de indicação para o Supremo Tribunal Federal não se concretizar. Uma reunião definitiva entre o presidente Lula e Messias, onde o futuro da pasta será discutido, está prevista para após seu retorno das férias.
Se o governo avançar na reestruturação, um ponto central da discussão será a possível criação de um Ministério da Segurança Pública, desmembrando a atual pasta da Justiça e Segurança Pública. Neste cenário, o Ministério da Justiça focaria na articulação jurídica e institucional com tribunais superiores, especialmente o Supremo Tribunal Federal, além de sua interação com o Congresso e a legislação.
Por outro lado, uma eventual pasta dedicada à Segurança Pública assumiria a liderança operacional das políticas de combate ao crime organizado, aprimorando a integração policial, gerenciando o sistema penitenciário e coordenando ações com os Estados. Essa reorganização resgataria, em parte, a estrutura existente antes de 2019, quando as áreas funcionavam separadamente. Foi o governo de Jair Bolsonaro (PL) que unificou as pastas, sob o comando de Sergio Moro.
A ideia de fortalecer a área de segurança pública ganhou novo fôlego nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, durante o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto. Em seu discurso, o presidente Lula reiterou a visão de criar o ministério, condicionando o avanço à aprovação da PEC da Segurança Pública – uma estratégia para pressionar o Congresso. Contudo, fontes próximas ao Palácio avaliam reservadamente que o ambiente político atual e o tempo disponível neste mandato não são favoráveis à criação de uma nova pasta, que demandaria negociações complexas.
Questionado sobre as possíveis mudanças, o ministro da Justiça, Wellington César Lima, preferiu não comentar publicamente, afirmando a jornalistas no Planalto que a prerrogativa da decisão é exclusiva do presidente Lula.
Cooperação e Sucesso Desejado
No mesmo dia do lançamento do pacote anticrime, Messias utilizou suas redes sociais para relatar uma reunião com Wellington César na sede da AGU. Segundo o Advogado-geral, o encontro abordou temas como "cooperação jurídica internacional" e a "articulação bem-sucedida com o sistema de Justiça para fortalecer a segurança jurídica e aprimorar o ambiente de negócios". Messias também expressou seus "plenos votos de sucesso" ao Ministério da Justiça na implementação do plano federal de combate ao crime organizado.
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