TRANSIÇÃO NO PL

Presidente do PL afirma que Michelle Bolsonaro atravessa momento delicado após saída do PL Mulher

Valdemar Costa Neto em evento do Partido Liberal.
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.

Valdemar Costa Neto declarou que ex-primeira-dama optou por focar nos cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro e que a decisão respeita um período familiar de angústias.

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, comunicou nesta terça-feira, 30/06/2026, que Michelle Bolsonaro atravessa um período pessoalmente desafiador. A declaração ocorreu após uma reunião com a ex-primeira-dama, que anunciou sua saída da presidência do PL Mulher. Costa Neto explicou que Michelle sente as injustiças e angústias enfrentadas pelo que ele descreve como o "maior líder da história recente deste país", em referência a Jair Bolsonaro.

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde novembro de 2025, cumprindo pena de 27 anos e três meses por liderar uma organização criminosa que, segundo a decisão judicial, tentou impedir a transição democrática após as eleições de 2022. A concessão da prisão domiciliar foi baseada em questões de saúde do ex-presidente, conforme avaliação do ministro Moraes.

A decisão de Michelle Bolsonaro de deixar o comando do PL Mulher, anunciada na mesma terça-feira, 30/06/2026, ocorre em meio a desgastes públicos com o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente e pré-candidato do partido à Presidência. Em comunicado próprio, Michelle justificou sua renúncia como uma escolha para se dedicar integralmente aos cuidados com o marido e a filha, após reflexão com o ex-presidente sobre o cenário familiar.

Valdemar Costa Neto ressaltou o trabalho de Michelle à frente da sigla feminina, mas enfatizou a necessidade de respeitar sua opção atual. "Temos que respeitar essa decisão", afirmou o presidente do PL, referindo-se à prioridade dada por Michelle aos cuidados com o ex-presidente. Recentemente, Michelle relatou ter se sentido humilhada e maltratada por Flávio Bolsonaro, o qual Jair Bolsonaro indicou como seu sucessor na corrida presidencial. O senador já pediu desculpas após a publicação do seu relato.

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