PESQUISA DE OPINIÃO
Quaest aponta liderança de Caiado e desaprovação recorde de Castro
Dados da rodada de julho mostram estabilidade no cenário político nacional, com exceção do Rio de Janeiro, onde o ex-governador enfrenta rejeição crescente.
O desempenho dos governadores e ex-governadores brasileiros foi avaliado na rodada de julho de 2026 da pesquisa Quaest, que detalhou a percepção popular sobre as gestões em dez estados. O levantamento, realizado entre o final de julho (21 a 28), revela um cenário de relativa estabilidade no país, com a notável exceção do Rio de Janeiro.
Enquanto a maioria dos estados apresentou poucas oscilações em comparação com os números de abril, o cenário fluminense se destaca negativamente. O ex-governador Cláudio Castro tornou-se o único gestor do levantamento com índices de desaprovação superiores aos de aprovação, registrando um saldo negativo de 26 pontos percentuais. Em apenas três meses, a aprovação de sua gestão caiu de 35% para 28%, enquanto a rejeição subiu para 54%.
No outro extremo do espectro, Ronaldo Caiado (União) mantém a liderança entre os avaliados, consolidando 87% de aprovação em Goiás. A sucessão no estado também foi medida: Daniel Vilela (MDB), que assumiu o cargo após a renúncia de Caiado para concorrer à Presidência, conta com o apoio de 64% dos eleitores goianos.
Outro destaque é o avanço registrado em Pernambuco. A governadora Raquel Lyra saltou de 62% para 68% de aprovação entre abril e julho, consolidando uma trajetória de recuperação iniciada em agosto de 2025. No Paraná, Ratinho Júnior (PSD) mantém um patamar elevado, com 81% de aprovação, mantendo a consistência observada desde o início da série histórica.
Em outras unidades da federação, o cenário reflete desafios distintos. No Pará, o ex-governador Helder Barbalho (MDB) atingiu 66% de aprovação, enquanto sua sucessora, Hana Ghassan, apresenta 49%. No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) acumula três quedas consecutivas desde fevereiro, atingindo 48% de aprovação. Em estados como Bahia, Ceará e Minas Gerais, a polarização ideológica entre lulistas e bolsonaristas continua sendo o fator determinante na balança da opinião pública.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário