PAÍS EM ALERTA
Presidente declara estado de emergência na Bolívia para encerrar protestos
Medida, que pode durar até 90 dias, visa restabelecer a normalidade após 50 dias de bloqueios e manifestações.
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, decretou estado de emergência no país na madrugada deste sábado, 20/06/2026. A decisão, tomada após 50 dias de intensos protestos e bloqueios que paralisaram diversas atividades, busca restaurar a ordem e garantir o livre trânsito e o acesso a serviços essenciais.
Em pronunciamento, o presidente enfatizou que os cidadãos bolivianos não podem mais ser mantidos como reféns por manifestações que impedem o trabalho, o estudo, o recebimento de atendimento médico, o abastecimento e o sustento das famílias. "Este estado de emergência não visa interromper a normalidade, mas sim restaurá-la", afirmou Rodrigo Paz.
A medida, que segundo o governo poderá se estender por até 90 dias, impõe restrições significativas, como a proibição de bloquear vias públicas, portar armas e explosivos, transportar combustíveis sem autorização e usar objetos perigosos. A determinação entra em vigor imediatamente, mas o Congresso tem até 24 horas para ser comunicado e deliberar sobre a aprovação ou rejeição.
O decreto detalha que o estado de emergência prevê a continuidade normal das atividades comerciais e mercados. No entanto, poderá haver toque de recolher em zonas restritas, a serem definidas pelo Ministério da Defesa, com apoio das Forças Armadas (FFAA) para a liberação de vias e proteção da população. A restrição ao consumo de álcool só será aplicada em áreas de violência ou bloqueio, e o funcionamento de bancos poderá ser limitado apenas em locais com registro de violência. Garantias constitucionais, como o devido processo legal, permanecem inalteradas.
Na sexta-feira (19/6), o presidente havia firmado um acordo com lideranças da Central Operária Boliviana (COB), principal central sindical do país. Contudo, alguns setores anunciaram a intenção de manter as manifestações, evidenciando a complexidade da situação e a necessidade da intervenção presidencial.
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