DIÁLOGO NACIONAL
Presidenciáveis concordam em pauta industrial focada em competitividade
Encontro promovido pela CNI em Brasília reuniu pré-candidatos em torno de propostas para impulsionar a indústria brasileira, abordando temas como Custo Brasil, inovação e equilíbrio macroeconômico. O Presidente Lula declinou do convite.
O Brasil vive um momento de definições cruciais. Em Brasília, durante o encontro “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta última semana, ficou evidente a força propulsora do país. O desafio atual é transformar esse potencial em desenvolvimento concreto para a sociedade, exigindo competência política e econômica.
A CNI apresentou aos pré-candidatos à Presidência o documento estratégico “Construindo a Indústria 2050”, que demonstra o amplo reconhecimento dos desafios enfrentados pela indústria brasileira.
Romeu Zema defendeu um ambiente favorável ao empreendedorismo, ao investimento e à geração de riqueza, ao afirmar que “não podemos criminalizar o setor produtivo, pois ele sustenta o país”.
Flávio Bolsonaro destacou que o “Custo Brasil é o que nos torna menos competitivos”, apontando a burocracia, a complexidade regulatória e as deficiências logísticas como entraves à produtividade e à competitividade global.
Ronaldo Caiado enfatizou a necessidade de uma “política industrial plurianual em tecnologia e inovação”, ressaltando a importância do planejamento de longo prazo, estabilidade institucional e investimentos em modernização. O Presidente Lula declinou do convite para participar do evento com os industriais.
Apesar de distintas visões políticas, as manifestações convergem na necessidade de criar condições mais favoráveis para produzir, inovar, investir e competir. Essa convergência sinaliza positivamente para uma agenda nacional de desenvolvimento que transcenda ciclos eleitorais e se consolide como compromisso de Estado.
A agenda proposta pela CNI foca em três eixos: equilíbrio macroeconômico, com política fiscal sólida e gestão eficiente de inflação, câmbio e juros; desenvolvimento produtivo e inovação, modernizando a política industrial e comercial; e o enfrentamento do Custo Brasil, com reformas tributária, melhoria da infraestrutura logística, oferta de energia competitiva e um ambiente regulatório previsível e com segurança jurídica.
Essa agenda é prioritária para o país. Sem uma indústria forte, não haverá um Brasil forte. O futuro se constrói pela capacidade de criar as condições para que o potencial nacional se realize.
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