IA PARA O BEM
Prêmio Jovem Cientista impulsiona IA para o Bem Comum no Brasil
Iniciativa do CNPq busca soluções coletivas em mobilidade, saúde e automação. Pesquisas já resultam em veículos autônomos e avanços em longevidade humana.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho e patrocínio master da Shell, decidiu lançar a 32ª edição do Prêmio Jovem Cientista com o tema “Inteligência Artificial para o Bem Comum”. A iniciativa, anunciada nesta quarta-feira, 20/05/2026, visa estimular estudantes e pesquisadores a criarem soluções de IA voltadas ao interesse coletivo, abordando áreas cruciais como mobilidade, saúde e automação. A importância reside em direcionar o avanço tecnológico para o benefício social, incentivando o desenvolvimento de novas aplicações que impactam diretamente a dignidade e a qualidade de vida da população.
A expansão das aplicações da inteligência artificial no Brasil tem sido notável. Na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o professor Alberto Ferreira de Souza lidera há mais de uma década pesquisas em mobilidade autônoma. Um dos projetos de destaque é o Iara, veículo autônomo que, em 2017, demonstrou a capacidade de percorrer mais de 70 quilômetros em rodovias capixabas, uma das primeiras provas de condução autônoma em estradas brasileiras. Atualmente, o trabalho evoluiu para aplicações em caminhões autônomos em ambientes industriais e portuários, com diversos veículos operando de forma independente pelo país.
Na aviação, o grupo de pesquisa colaborou com a Embraer no primeiro taxiamento autônomo de uma aeronave comercial a jato de passageiros no mundo, utilizando sistemas de IA para manobras em solo. O laboratório também atua no desenvolvimento de aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOLs), conhecidos como “carros voadores”, além de robôs para inspeção em áreas de risco e humanoides para tarefas cotidianas, como o preparo de café.
Outra frente promissora investiga a longevidade humana e o envelhecimento. A pesquisa explora como a inteligência artificial pode auxiliar na leitura e interpretação de códigos genéticos ligados ao envelhecimento celular. "Muitos pesquisadores trabalham com a hipótese de que o envelhecimento faz parte da programação do nosso DNA. Se conseguirmos decifrar os códigos que o compõem e, eventualmente, modificá-los, poderemos aumentar a longevidade humana", explicou o pesquisador, professor emérito do Departamento de Informática da Ufes.
As inscrições para o Prêmio Jovem Cientista estão abertas até 14 de agosto de 2026, no site oficial da iniciativa. O programa é destinado a estudantes de ensino médio, graduação, mestrado e doutorado de diversas áreas. Os vencedores serão contemplados com bolsas de pesquisa do CNPq, laptops e premiações em dinheiro, que variam de R$ 5 mil a R$ 40 mil, representando um impulso significativo para a continuidade de suas pesquisas e inovações.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário