CAOS NAS ROCAS
Prefeitura aponta lixo em tubulação após novo alagamento em Natal
Moradores da Rua Vereador Cauby Barroca veem casas invadidas após falha em bomba de drenagem; problema já havia sido identificado em 24 de abril.
A manhã desta quarta-feira, 13 de maio de 2026, amanheceu novamente sob as águas para os moradores da Rua Vereador Cauby Barroca, no bairro das Rocas, Zona Leste de Natal. Após uma noite de intensas chuvas na capital potiguar, a via transformou-se em um rio, e a água invadiu residências, destruindo bens e a dignidade das famílias que, mais uma vez, veem suas vidas impactadas pela precariedade da infraestrutura. A comunidade aponta a falha de uma bomba de drenagem essencial como o principal agravante da situação.
Residentes da área, em contato com a TV Tropical, relataram que a bomba, responsável pelo escoamento da água acumulada para uma galeria, estaria inoperante há algum tempo. Esta falha crônica intensifica o sofrimento da população, que se vê à mercê das enchentes a cada período de forte precipitação. A ausência do equipamento funcional impede o fluxo adequado e agrava os alagamentos em um dos pontos mais vulneráveis da cidade.
Até o momento da reportagem, equipes da Prefeitura de Natal não haviam comparecido ao local para prestar assistência ou iniciar ações de desobstrução, segundo testemunhos locais. Apenas técnicos tentavam realizar reparos na bomba danificada, o que evidencia a lentidão na resposta municipal diante da emergência que impacta diretamente a mobilidade e o cotidiano de centenas de pessoas.
Prefeitura identificou obstrução em tubulação
Em um comunicado divulgado na terça-feira, 12 de maio de 2026, a Prefeitura do Natal informou ter identificado uma obstrução grave em uma tubulação fundamental para o escoamento das águas pluviais na própria Rua Vereador Cauby Barroca. Esta descoberta, feita às vésperas do novo alagamento, sublinha a urgência de intervenção.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) detalhou que o bloqueio foi provocado pelo acúmulo indiscriminado de resíduos sólidos, incluindo garrafas PET e outros materiais descartados irregularmente pela população. Tal irresponsabilidade ambiental não só compromete a funcionalidade da infraestrutura, mas também reflete um problema social persistente.
Segundo a pasta, a tubulação, com aproximadamente três metros de profundidade, operava com apenas 10% da sua capacidade normal de vazão. Esta drástica redução de funcionalidade foi apontada pela secretaria como uma das principais causas dos alagamentos severos que assolaram a região durante as chuvas registradas em 24 de abril.
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