ALIMENTOS SOBEM
Preço da cesta básica em Natal encarece para R$ 669,39 em abril
Pesquisa do Dieese e Conab aponta aumento de 2,39% no mês e 12,10% no quadrimestre, com destaque para tomate e feijão.
A persistente escalada nos preços dos alimentos atinge novamente as famílias de Natal: o custo da cesta básica na capital potiguar alcançou R$ 669,39 em abril, refletindo um aumento de 2,39% em relação ao mês anterior. Os dados, divulgados nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), acendem um alerta sobre o poder de compra dos natalenses, que veem os itens essenciais pesarem mais no orçamento doméstico.
Este aumento mensal de 2,39% soma-se a uma elevação de 12,10% no acumulado de 2026, e de 1,89% nos últimos 12 meses. Para os trabalhadores e suas famílias, cada percentual significa ter que apertar ainda mais o cinto ou, em muitos casos, sacrificar a qualidade ou a quantidade da alimentação para fechar as contas no fim do mês.
Entre as 27 capitais brasileiras pesquisadas pelo Dieese, Natal se posiciona com a 22ª cesta básica mais cara do país. Embora não esteja no topo do ranking, o valor de R$ 669,39 representa um desafio significativo para a realidade salarial local, especialmente para aqueles que dependem de rendas mais baixas.
A análise detalhada do período entre março e abril revelou que nove dos 12 produtos que compõem a cesta básica ficaram mais caros. As maiores altas foram observadas no tomate e no feijão carioca, itens fundamentais na mesa do brasileiro. O tomate, por exemplo, teve um acréscimo de 4,91%, enquanto o feijão carioca registrou alta de 4,47%.
Veja os produtos que ficaram mais caros:
- Tomate: 4,91%
- Feijão carioca: 4,47%
- Leite integral: 3,66%
- Carne bovina de primeira: 3,61%
- Banana: 2,31%
- Açúcar cristal: 2,13%
- Óleo de soja: 0,34%
- Farinha de mandioca: 0,30%
- Pão francês: 0,27%
Os itens que tiveram redução nos preços foram:
- Manteiga: -3,05%
- Café em pó: -1,28%
- Arroz agulhinha: -0,46%
No acumulado dos últimos 12 meses, seis produtos registraram aumento de preço em Natal:
- Feijão carioca: 16,73%
- Tomate: 9,40%
- Pão francês: 3,57%
- Carne bovina de primeira: 3,57%
- Banana: 2,71%
- Leite integral: 1,40%
Os produtos que ficaram mais baratos no período foram:
- Arroz agulhinha: -34,44%
- Açúcar cristal: -13,54%
- Café em pó: -7,55%
- Farinha de mandioca: -7,27%
- Manteiga: -3,81%
- Óleo de soja: -1,21%
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o tomate liderou a alta de preços, com avanço de 92,66%. Também subiram:
- Feijão carioca: 23,22%
- Banana: 14,04%
- Leite integral: 6,03%
- Carne bovina de primeira: 2,38%
- Pão francês: 1,82%
Entre os produtos que tiveram queda nos quatro primeiros meses do ano estão:
- Café em pó: -7,00%
- Arroz agulhinha: -6,87%
- Óleo de soja: -4,58%
- Açúcar cristal: -4,25%
- Manteiga: -1,09%
- Farinha de mandioca: -0,75%
Custo e variação da cesta básica nas 27 capitais
- 1º - São Paulo - R$ 906,14
- 2º - Cuiabá - R$ 880,06
- 3º - Rio de Janeiro - R$ 879,03
- 4º - Florianópolis - R$ 847,26
- 5º - Campo Grande - R$ 826,89
- 6º - Porto Alegre - R$ 811,82
- 7º - Vitória - R$ 810,45
- 8º - Curitiba - R$ 796,10
- 9º - Belo Horizonte - R$ 793,75
- 10º - Goiânia - R$ 787,08
- 11º - Brasília - R$ 768,22
- 12º - Fortaleza - R$ 767,67
- 13º - Palmas - R$ 734,53
- 14º - Belém - R$ 727,70
- 15º - Boa Vista - R$ 709,68
- 16º - Manaus - R$ 697,29
- 17º - Teresina - R$ 695,68
- 18º - Macapá - R$ 694,88
- 19º - Salvador - R$ 677,25
- 20º - João Pessoa - R$ 676,44
- 21º - Recife - R$ 672,75
- 22º - Natal - R$ 669,39
- 23º - Rio Branco - R$ 667,14
- 24º - Porto Velho - R$ 658,35
- 25º - Maceió - R$ 652,94
- 26º - São Luís - R$ 639,24
- 27º - Aracaju - R$ 619,32
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