MORTE EM ACIDENTE

Politraumatismo causado por moto da PMDF é apontado em laudo de morte de Adão de Almeida Silva

Imagem do laudo apontando politraumatismo na morte de Adão de Almeida Silva
Laudo aponta politraumatismo em morte de homem atingido por moto da PM

Laudo confirma politraumatismo como causa da morte de Adão de Almeida Silva, atingido por moto da PMDF. Família contesta versão oficial e busca respostas.

Um laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) apontou, na última quarta-feira, 17 de junho de 2026, que a morte de Adão de Almeida Silva, 56 anos, ocorrida na madrugada de 18 de maio, foi causada por politraumatismo por ação contundente. Adão foi atingido por uma motocicleta da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na madrugada de 17 de maio, na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), próximo ao Riacho Fundo (DF). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga as circunstâncias do acidente.

Adão foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e encaminhado em estado grave ao Hospital de Base. Contudo, ele não resistiu aos ferimentos. O sargento da PMDF que conduzia a motocicleta declarou à PCDF que seguia pela EPNB quando Adão teria atravessado a pista repentinamente e parado na faixa exclusiva de tráfego. Segundo o policial, ele tentou desviar, mas não evitou a colisão, prestando socorro e acionando o CBMDF em seguida.

Família contesta versão

A família de Adão refuta a versão de que ele estivesse em situação de rua e alega que ele havia saído de casa para ir a um supermercado quando ocorreu o atropelamento. A sobrinha de Adão, que pediu para não ser identificada, relatou que a família passou horas procurando por ele após seu desaparecimento e só obteve informações sobre o acidente ao procurar a delegacia. Após a descoberta de que Adão estava internado no Hospital de Base, a família relata ter permanecido por quase duas horas sem informações concretas sobre seu estado de saúde antes de serem informados sobre sua morte, na madrugada de 18 de maio.

A familiar expressou revolta, sentindo que Adão não teve seu valor reconhecido. "Meu tio foi tratado como se não tivesse valor. Até hoje buscamos respostas sobre o que aconteceu", afirmou. Ela também questiona a demora no andamento das investigações, pois, um mês após o atropelamento, a família ainda não havia recebido esclarecimentos. "É como se fosse um qualquer. Morreu, morreu. Para eles tanto faz. A gente só quer saber o que aconteceu e que o caso seja apurado", desabafou.

O caso está sob investigação da 29ª Delegacia de Polícia. O delegado-chefe Johnson Kennedy confirmou a instauração de inquérito policial para apurar todos os fatos.

O que diz a PMDF

Em nota oficial, a PMDF informou que acompanha as investigações da PCDF e que realiza uma apuração interna, por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), para esclarecer as circunstâncias da ocorrência. A corporação declarou que o policial militar envolvido permanece em atividade operacional.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário