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Paraíba registra segundo menor salário da Polícia Militar no Brasil; veja o salário no RN
Estudo aponta que remuneração média da categoria no estado é de R$ 7,8 mil, enquanto déficit de efetivo atinge quase metade das vagas previstas em lei.
A Polícia Militar da Paraíba figura entre as corporações com a menor média salarial bruta do país, ocupando a penúltima posição no ranking nacional, segundo dados do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil 2026. O levantamento, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), foi divulgado na terça-feira (4) e evidencia desafios estruturais que impactam diretamente a valorização dos agentes de segurança.
Com uma remuneração bruta média de R$ 7.832,83, a Paraíba supera apenas o Piauí no cenário nacional, ficando consideravelmente abaixo da média brasileira, fixada em R$ 10.329,61. Para os soldados, a realidade financeira é ainda mais restrita, situando o estado na terceira pior colocação do Brasil, com um salário bruto médio de R$ 5.180,30.
A defasagem salarial caminha ao lado de um déficit expressivo no efetivo. Em 2025, a corporação contava com 10.309 policiais na ativa, um contingente que representa apenas 54,4% das 18.935 vagas previstas pela legislação estadual. Esse cenário de subocupação impõe uma carga de trabalho elevada sobre os profissionais, que precisam cobrir extensas áreas territoriais, calculadas em 5 km² por policial.
A estrutura hierárquica também reflete um desequilíbrio, com maior concentração de profissionais em cargos de supervisão do que na base operacional. Além disso, a representatividade feminina na instituição permanece reduzida: as mulheres compõem apenas 7,9% do efetivo — o segundo menor índice do país, ficando atrás apenas do Ceará.
O relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública também revela fragilidades em outras esferas da segurança estadual. Na Polícia Civil, apenas 34,4% das vagas previstas estão preenchidas, enquanto a Polícia Penal opera com 68,7% de seu potencial legislativo. A Secretaria de Estado da Defesa Social (SSDS) foi contatada para comentar os dados, mas não apresentou resposta até o momento.
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