OPERAÇÃO INTEGRADA

Polícia Militar prende mais dois suspeitos de envolvimento em atentado contra Cabo Deyvison

Polícia Militar em operação de busca após atentado
Polícia prende mais 2 suspeitos de envolvimento em atentado contra cabo deyvison

Dupla foi capturada nesta quarta-feira (17) em Mossoró. Foram apreendidas duas armas de fogo. Com as novas prisões, chegam a quatro os detidos no caso.

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte capturou, na manhã desta quarta-feira, 17 de junho de 2026, mais dois indivíduos sob suspeita de envolvimento no atentado que resultou na morte do assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais e deixou ferido o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL). A operação, realizada em Mossoró, também culminou na apreensão de duas armas de fogo, que serão submetidas a perícia para determinar seu uso no crime. Com essas novas detenções, o número de pessoas presas nas investigações agora soma quatro.

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Alarico Azevedo, a ação ocorre de maneira integrada entre as polícias militares do Rio Grande do Norte e do Ceará, dando continuidade às diligências que se iniciaram logo após o ataque. Investigadores preliminares indicam que um dos novos presos teve participação direta no atentado, supostamente dirigindo o veículo utilizado na ação. O outro indivíduo preso teria oferecido apoio logístico ao ato criminoso.

Em declaração à InterTV RN, Alarico Azevedo detalhou que a mobilização das forças de segurança pública começou imediatamente após o crime, ocorrido na noite de segunda-feira, 15 de junho de 2026. Na madrugada seguinte, estratégias de atuação foram definidas em uma videoconferência com a governadora Fátima Bezerra (PT), que suspendeu sua agenda para acompanhar o caso. A operação envolveu a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Segurança Pública.

O comandante narrou a perseguição aos suspeitos, que após abandonarem o Toyota Corolla utilizado no atentado, fugiram por uma área de mata, sendo rastreados por drones e equipes terrestres durante toda a madrugada. Na manhã seguinte, a polícia obteve informações sobre o uso de um Ford Ka pelos criminosos para tentar deixar Mossoró em direção ao Ceará, o que deflagrou uma operação interestadual com apoio do Comando-Geral da Polícia Militar cearense, incluindo o Batalhão Especializado em Policiamento do Interior e o Batalhão de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas.

Na tarde de terça-feira, 16 de junho de 2026, dois homens, identificados como José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas, foram interceptados em um táxi vindo de Mossoró na CE-040, em Beberibe. Ambos confessaram participação no atentado durante a abordagem e foram conduzidos de volta ao Rio Grande do Norte. Durante o deslocamento, indicaram esconderijos de equipamentos usados na ação. Na noite de terça-feira, um colete balístico foi encontrado em uma área do bairro Belo Horizonte, em Mossoró. Na manhã desta quarta-feira, equipes retornaram ao local e localizaram os dois suspeitos e as armas de fogo apreendidas.

Um ponto crucial nas investigações é um suposto pagamento via Pix, visualizado em um dos celulares apreendidos, com o valor de R$ 10 mil. Os suspeitos tentaram destruir os aparelhos, mas uma notificação permaneceu visível. A apuração sobre se o valor foi recebido ou enviado, e para quem, ficará a cargo da Polícia Civil. O comandante Alarico Azevedo evitou vincular o pagamento diretamente a mandantes ou à motivação do crime, ressaltando a necessidade de preservar o trabalho investigativo em curso.

O atentado ocorreu por volta das 22h de segunda-feira, 15 de junho de 2026, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel. Cabo Deyvison acompanhava uma mulher e uma criança mordida por um cachorro quando ocupantes de um veículo efetuaram diversos disparos. Os tiros atingiram o vereador, que foi socorrido e permanece internado em estado estável no Hospital Regional da Polícia Militar em Mossoró. O assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais morreu no local. O caso está sob investigação da Polícia Civil, que apura a hipótese de ameaças prévias relacionadas a facções criminosas, denunciadas pelo vereador antes do ataque.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário