DELAÇÃO PREMIADA RECUSADA
Polícia Federal recusa, pela segunda vez, delação de Daniel Vorcaro
Nova proposta de Daniel Vorcaro não apresentou elementos inéditos para a investigação. Procuradoria-Geral da República segue em negociação.
A Polícia Federal confirmou nesta terça-feira, 09/06/2026, a recusa da nova proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão, comunicada diretamente aos advogados do proprietário do Banco Master, marca a segunda vez que os termos de colaboração do investigado são rejeitados em menos de um mês. A apuração é de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.
Em maio, a primeira oferta de Vorcaro já havia sido considerada insatisfatória pelos investigadores por omitir fatos conhecidos e carecer de elementos novos. A atual tentativa, embora mais detalhada ao citar políticos e autoridades, também falhou em apresentar provas inéditas relevantes para o inquérito. A corporação identificou que o documento sequer apontou crimes cometidos por parceiros.
Integrantes da investigação avaliam que a repetição de propostas sem novidades significativas pode ter como intuito adiar atos processuais, enquanto se aguarda o desfecho de decisões importantes no Supremo Tribunal Federal (STF). A Suprema Corte julga, nesta semana, a manutenção da prisão de Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro.
Embora a legislação permita que Daniel Vorcaro apresente futuras propostas de colaboração, a repetição de ofertas sem conteúdo inédito não altera a situação jurídica atual do investigado perante a Polícia Federal. O foco da corporação permanece na obtenção de informações que realmente contribuam para o avanço das apurações.
Em paralelo, a Procuradoria-Geral da República manifestou insatisfação com os termos apresentados, porém mantém as negociações em andamento sem uma recusa oficial. O órgão ministerial busca ativamente a ampliação das informações para dar continuidade ao processo.
A defesa de Daniel Vorcaro foi contatada para comentar a decisão, mas não retornou até o fechamento desta matéria. Os próximos passos do caso aguardam o julgamento do STF e possíveis novas manifestações jurídicas da defesa.
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