VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO

Polícia Federal investiga Matheus Faustino por violência política contra Brisa Bracchi

Brisa Bracchi em vídeo nas redes sociais.
A vereadora Brisa Bracchi (PT) comenta abertura de investigação sobre violência política.

Inquérito policial apura ataques sistemáticos cometidos pelo vereador; parlamentar do PT afirma que investigação é um passo essencial para a proteção das mulheres no parlamento

A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar a suposta prática de violência política de gênero cometida pelo vereador Matheus Faustino contra a vereadora Brisa Bracchi (PT). A decisão foi formalizada e comunicada ao mandato parlamentar pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) na quinta-feira, 09 de julho de 2026, sendo o caso agora conduzido sob o Inquérito Policial nº 2026.0068323 (DELINST/DRPJ/SR/PF/RN).

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, a parlamentar afirmou que o mandato "não abaixa a cabeça para machista". A investigação representa um avanço após meses de tramitação da denúncia encaminhada ao MPE. Segundo Brisa, o reconhecimento da conduta como violência política foi um processo desafiador, marcado pelo medo inicial de que a denúncia não resultasse em providências efetivas pelos órgãos competentes.

A vereadora destacou que, com a abertura do inquérito, o investigado precisará responder perante a autoridade policial, e não apenas no âmbito da Câmara. A parlamentar sustenta que o caso envolve a organização de uma rede de ódio que persegue sua vida pessoal e sua atuação política. "A gente está aqui para dar a nossa vida para lutar contra a violência física, psicológica e a violência política que sofremos quando estamos no parlamento", declarou na sexta-feira, 10 de julho de 2026.

A origem da apuração remonta a uma notícia de fato apresentada em fevereiro de 2026. O documento aponta a divulgação de mais de 50 vídeos nas redes sociais de Matheus Faustino contendo ataques direcionados, incluindo o uso da imagem de Brisa Bracchi em conteúdos manipulados por inteligência artificial. Conforme o Código Eleitoral, a violência política de gênero — caracterizada pelo assédio, humilhação ou perseguição com menosprezo à condição de mulher — prevê pena de reclusão de um ano e quatro meses, além de multa.

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