DIAS ANTES DA OPERAÇÃO
"Careca do INSS", reclama de banhos gelados na Papuda
Antes de ser alvo da Operação Sem Desconto, Careca do INSS detalhou condições precárias na Papuda e alegou coação sobre delação premiada.
O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, relatou condições precárias de custódia no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, pouco antes de ser novamente alvo da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira, 22/07/2026. A queixa, que evidencia o impacto das condições de encarceramento na rotina de detentos, foi feita a policiais penais e envolve problemas estruturais no Bloco IV da unidade.
Segundo informações apuradas, Careca do INSS apontou que o chuveiro elétrico de sua cela desarma o sistema elétrico sempre que é acionado na temperatura quente. O lobista encontra-se detido no Bloco IV desde o mês passado, mesmo setor onde está seu filho, Romeu Antunes. A situação ganha contornos de vulnerabilidade devido ao histórico recente de saúde de Romeu, que necessitou de internação hospitalar.
Ambos foram transferidos do Bloco V para o Bloco IV após a descoberta de um protetor labial contendo cannabis na cela 01, ocupada por Careca. O episódio foi reportado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além das falhas no banho, a defesa pontua que os detentos enfrentam restrições no tempo destinado ao banho de sol.
Em depoimento registrado em 23 de junho de 2026, Careca do INSS também denunciou uma suposta coação por parte de policiais penais. O lobista afirmou que, em 17 de junho de 2026, foi retirado de sua cela para uma entrevista sob pretexto de avaliação emocional, momento em que teria sido pressionado a colaborar com uma delação premiada. À época, o investigado utilizou uma metáfora, declarando que os agentes esperavam que uma "galinha desse à luz a um bezerro", negando ter informações a oferecer.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) foi procurada para comentar as denúncias sobre as condições carcerárias e a conduta dos servidores, mas até o momento não respondeu. O caso segue sob apuração, enquanto novos desdobramentos da investigação que apura fraudes contra aposentados e pensionistas continuam sob análise das autoridades.
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