CRIME CIBERNÉTICO EXPOSTO
Polícia Federal desmantela grupo hacker de Daniel Vorcaro
Operação Compliance Zero revela "Os Meninos" e líder com salário de R$ 35 mil mensais por atuação central.
A Polícia Federal revelou, nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, a existência de um sofisticado grupo especializado em ataques cibernéticos, apelidado de "Os Meninos". A autorização para esta nova fase da Operação Compliance Zero, assinada pelo ministro André Mendonça, desvenda uma complexa rede dedicada a invasões telemáticas e monitoramento ilegal. Esta ação é crucial para proteger a dignidade e a privacidade de cidadãos, coibindo práticas que visam calar vozes críticas e manipular informações digitais.
Segundo as investigações da Polícia Federal, o grupo "Os Meninos" apresentava um perfil eminentemente tecnológico. Suas atividades abrangiam desde a prática de ataques cibernéticos e invasões telemáticas até a derrubada de perfis e o monitoramento telefônico e telemático clandestino.
A gerência da célula criminosa era atribuída a Felipe Mourão, conhecido como "Sicário", sob a liderança de David Henrique Alves. David foi preso cautelarmente pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. A investigação aponta que Sicário remunerava David com cerca de R$ 35 mil mensais, com provável ingresso de recursos através da empresa BIPE SOFTWARE BRASIL LTDA.
Um episódio chave ocorreu na noite de 4 de março de 2026, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. David foi flagrado dirigindo o carro de Sicário e transportando computadores, notebooks, caixas e malas. A Polícia Federal interpretou a situação como uma tentativa de fuga e possível ocultação ou destruição de provas. Naquela mesma data, Sicário e Vorcaro foram detidos preventivamente.
Para a corporação, este evento demonstrou que a atuação de Davi não era apenas periférica, mas assumia uma função central e diretiva no núcleo "Os Meninos". Ele era o responsável por arregimentar operadores com habilidades de hacker, que eram pagos para executar monitoramentos ilícitos, ataques digitais, invasões e a derrubada de perfis em redes sociais.
A investigação detalha que, sob as ordens de Vorcaro e a gestão de Sicário, o grupo teria conseguido remover perfis de redes sociais de indivíduos críticos ao ex-banqueiro. No relatório que embasa a decisão do ministro André Mendonça, a Polícia Federal enfatiza a gravidade da posição de DAVID: "Embora a representação, no trecho ora examinado, apresente esse dado em síntese, a imputação é precisa ao situar DAVID como responsável pela célula que viabilizava, no plano digital, aquilo que “A Turma” fazia no plano presencial: neutralizar, intimidar, constranger ou vigiar alvos de interesse da organização. Isso confere especial gravidade à sua posição, pois indica atuação voltada não apenas à proteção passiva do grupo, mas à sua capacidade ofensiva e retaliatória em ambiente virtual".
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