CRIME ORGANIZADO DESMANTELADO
Polícia Federal desarticula esquema milionário do jogo do bicho
Operação Centelha mira lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, com sequestro de 16 embarcações e imóveis de luxo.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Centelha nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026, com o objetivo de desmantelar um complexo esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. A ação visa uma estrutura criminosa ligada ao jogo do bicho no Rio de Janeiro, que utilizava postos de combustíveis e lojas de conveniência como fachada. Esta decisão impacta diretamente a economia local e a confiança pública, reforçando o combate à exploração ilegal e garantindo a integridade financeira do Estado.
As investigações revelaram que os envolvidos montaram uma estrutura empresarial sofisticada, utilizando "laranjas" para ocultar patrimônio e movimentar vultosos recursos provenientes da contravenção.
Com o apoio crucial do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF), os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão. Os alvos são endereços estratégicos localizados no Centro do Rio, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, Campo Grande, Bangu, Realengo, Taquara e também em Mangaratiba.
As ordens judiciais determinaram ainda o sequestro de uma vasta gama de bens conectados aos investigados, que incluem três policiais civis e um policial militar. Entre o patrimônio bloqueado destacam-se imóveis, veículos de luxo, cotas empresariais e, impressionantemente, pelo menos 16 embarcações de alto valor, ilustrando a dimensão da riqueza acumulada ilicitamente.
Conforme apurado pela PF, as investigações desvendaram a existência de um grupo econômico meticulosamente estruturado em torno de postos de combustíveis, lojas de conveniência e empresas de gestão patrimonial. Estes negócios funcionavam, na prática, como uma elaborada fachada para a lavagem de capitais e a ocultação de recursos derivados do jogo do bicho.
A corporação enfatiza que o esquema exibia características inequívocas de organização criminosa, marcada por uma clara divisão de tarefas, estabilidade operacional e atuação permanente, indicando um alto grau de planejamento e execução.
Os investigadores apontam que os estabelecimentos eram administrados de forma oculta pelos suspeitos, apesar de estarem formalmente registrados em nome de terceiros, uma tática comum para mascarar a verdadeira propriedade e a origem ilícita dos bens.
Os indivíduos alcançados pela operação poderão responder por crimes graves como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e organização criminosa.
A Polícia Federal ressalta que as investigações prosseguem ativamente, e outros crimes ainda podem ser identificados e imputados à medida que a apuração avança.
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