GARANTIA DE VIDA

Vítima resgatada de "tribunal do crime" no Rio Potengi recebe proteção do Estado

Vista aérea do Rio Potengi, local onde ocorreu a operação de resgate.
Equipes de segurança atuaram no resgate da vítima no Rio Potengi.

Após ser encontrada em uma canoa sob domínio de organização criminosa, mulher passa a ser assistida pela rede estadual de apoio às vítimas.

A rede estadual de proteção e assistência passou a acompanhar integralmente a mulher resgatada de uma tentativa de execução no Rio Potengi. O socorro ocorreu no domingo (23/08), quando a vítima foi localizada sob domínio de integrantes de uma organização criminosa que a transportava em uma canoa para o que seria o desfecho de um chamado "tribunal do crime".

O caso foi detalhado em coletiva realizada na Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte (Sesed) nesta segunda-feira (24/08). A secretária das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Júlia Arruda, confirmou que o Estado adotou protocolos imediatos de acolhimento para garantir a dignidade e a segurança da cidadã, reconhecendo sua extrema vulnerabilidade diante do atentado.

A operação de resgate mobilizou um amplo espectro das forças estaduais, incluindo a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e a Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer). A ação foi deflagrada após denúncia de que a mulher estava sendo levada para ser assassinada. A aeronave Potiguar 01 avistou a embarcação nas proximidades da comunidade Paço da Pátria e, com o apoio tático do helicóptero, os suspeitos foram forçados a retornar ao ponto de origem, onde equipes terrestres aguardavam para a libertação da vítima.

Cinco homens foram presos em flagrante durante a abordagem. Segundo as autoridades, os suspeitos descartaram armas e aparelhos celulares nas águas do rio na tentativa de omitir provas. Três dos detidos já possuíam histórico criminal por crimes como roubo e tráfico de drogas.

Os investigados foram submetidos à audiência de custódia nesta segunda-feira (24/08). A decisão sobre a manutenção ou não da prisão preventiva cabe ao Poder Judiciário, mas a expectativa das autoridades é de que os envolvidos permaneçam encarcerados dado o risco que representam à ordem pública.

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