INVESTIGAÇÃO DE DESVIO

Polícia Federal deflagra terceira fase da Operação Rent a Car e aprofunda investigação sobre desvio de verbas públicas

Relógio apreendido como parte de evidências na Operação "Galho Fraco II"
Relógio apreendido durante a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de "Galho Fraco II" • Reprodução

Batizada de "Galho Fraco II", a ação cumpre medidas judiciais no DF, GO e MG. PF suspeita de envolvimento de agentes públicos e pessoas jurídicas no esquema.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada "Galho Fraco II". A ação aprofunda as investigações sobre o uso de recursos públicos, oriundos de cota parlamentar, na contratação de uma empresa de locação de veículos, com indícios de irregularidades que afetam a lisura da gestão de verbas e a confiança pública.

Agentes da PF cumprem medidas judiciais no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. As ações foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Investigadores apontam indícios de possível envolvimento de agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas no esquema de movimentação irregular de recursos públicos. A Polícia Federal também suspeita de tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que compromete a integridade do processo e a busca pela verdade.

Entre os alvos da nova fase estão operadores da fraude. Na etapa anterior, deflagrada em dezembro do ano passado, os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) foram alvos. Jordy, na ocasião, afirmou se tratar de perseguição e negou irregularidades, sustentando que a locadora de veículos mantinha contrato com seu gabinete sem ilegalidades. Sóstenes não se pronunciou, mas já havia declarado que "podem revirar de tudo e nada vai ser encontrado" quando assessores de seu gabinete foram alvos da primeira fase.

Tanto a ação desta quarta-feira quanto a do ano passado são desdobramentos da operação "Rent a Car", deflagrada em 2024. Naquela ocasião, a PF cumpriu mandados contra assessores parlamentares sob a mesma suspeita de desvio de verbas para a empresa de locação de veículos. Na época, o ministro Flávio Dino, do STF, negou pedido para busca e apreensão nas residências dos deputados, alegando falta de elementos suficientes.

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