INVESTIGAÇÃO SOB SIGILO
Polícia Federal apura possível vazamento em Operação Reduto contra esquema na ALE-RO
Suspeita de que informações sobre fraudes e rachadinha tenham sido compartilhadas antes do tempo mobiliza o MP-RO e a PF.
A Polícia Federal iniciou uma investigação para apurar um possível vazamento de informações sigilosas da Operação Reduto, ação que combate fraudes em licitações e desvios de recursos públicos em Rondônia. O procedimento foi confirmado pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) em 10 de julho de 2026, após indícios sugerirem que detalhes da operação chegaram aos alvos um dia antes do cumprimento dos mandados.
A medida, que visa proteger a integridade do processo investigativo, ressalta a gravidade do suposto comprometimento da apuração. A operação foca em irregularidades detectadas desde 2024, quando relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectaram movimentações atípicas relacionadas a uma empresa de Manaus que mantinha contratos públicos em RO.
Em Ariquemes, as diligências miraram servidores da prefeitura, enquanto em Porto Velho, a Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) foi alvo de buscas. Agentes apreenderam documentos e mídias que, segundo a PF, reforçam a existência de dois eixos criminosos: a fraude em contratos municipais e a prática de "rachadinha" envolvendo servidores comissionados da ALE-RO.
Até o momento, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 9 milhões em bens, ativos financeiros e criptoativos dos suspeitos. A decisão, que abrange prisões e afastamentos cautelares, ainda admite análise de recursos pelas defesas. Em nota, tanto a Prefeitura de Ariquemes quanto a Alero afirmaram colaborar com as autoridades e garantiram que seus processos seguem os princípios da transparência.
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