INVESTIGAÇÃO SOB SIGILO
Polícia Civil prende patroa suspeita do assassinato de Berenice em Ubatuba
A Delegacia de Investigações Gerais de São Sebastião decretou a prisão temporária da empregadora após o desaparecimento de Berenice em 30 de junho.
A Polícia Civil de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião, determinou a prisão temporária da patroa de Berenice Ramos de Aguiar Faria nesta sexta-feira, 10/07/2026. A medida foi tomada após as autoridades concluírem, com base em evidências colhidas, que a cozinheira, desaparecida desde o dia 30 de junho de 2026, foi vítima de homicídio, visando esclarecer as circunstâncias do crime e localizar o corpo da vítima.
O caso, que causa grande comoção, interrompeu o plano de retorno de Berenice para Igaratá, no Vale do Paraíba. A trabalhadora, aos 60 anos, buscava apenas receber seus honorários após ser dispensada de uma pousada no bairro Ubatumirim por conta da baixa temporada. A incerteza sobre o paradeiro de uma mãe dedicada, que mantinha contato diário com os filhos, deixa a família em um estado de sofrimento profundo e busca por respostas.
Conforme apurado pela investigação, Berenice foi vista pela última vez ao aceitar uma carona da proprietária do estabelecimento até o trevo da Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125) em 30 de junho de 2026. O filho, José Carlos de Faria Filho, relatou em Boletim de Ocorrência (B.O.) que a mãe não possuía motivos para um desaparecimento voluntário, uma vez que planejava reencontrar a família.
Embora a suspeita alegue que Berenice teria buscado outro emprego na região da Praia das Toninhas, familiares refutam a versão. A decisão judicial de prisão temporária é uma etapa processual inicial, permitindo que a Polícia Civil aprofunde as diligências sem interferências, enquanto aguarda-se a localização do cadáver para a conclusão definitiva do inquérito.
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