FRAUDE EM TERCEIRIZAÇÃO

Polícia Civil investiga suspeita de fraude em contrato de terceirização das UPAs em Palmas

Sede da Secretaria Municipal da Saúde de Palmas com policiais em ação.
Polícia Civil cumpriu mandados na sede da Secretaria Municipal da Saúde de Palmas — Foto: Mateus Dias/TV Anhanguera

A Polícia Civil cumpriu dez mandados de busca e apreensão na Secretaria Municipal da Saúde de Palmas. A investigação apura supostas irregularidades na gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) por uma entidade externa.

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, a Operação Falsa Emergência, cumprindo dez mandados de busca e apreensão em Palmas. A ação, que contou com cerca de 50 policiais, investiga possíveis fraudes e falsidade ideológica em documentos relacionados à formalização de uma parceria entre a Prefeitura e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, entidade responsável pela gestão de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na capital. A decisão de investigar partiu da Polícia Civil, motivada por indícios de irregularidades, e sua importância reside na necessidade de garantir a probidade administrativa e a correta aplicação dos recursos públicos na saúde.

A investigação aponta para a inserção de informações de forma irregular em documentos para conferir aparência de legalidade ao processo de parceria. Mandados foram cumpridos em endereços residenciais e locais de trabalho ligados aos investigados, incluindo a sede da Secretaria Municipal da Saúde (Semus), onde servidores foram dispensados durante a ação para a coleta e preservação de provas. A corporação adiantou que as diligências continuam e podem revelar outros possíveis crimes contra a administração pública, afetando diretamente a dignidade do cidadão que depende dos serviços essenciais de saúde.

A Semus declarou que está acompanhando a ação, prestando todas as informações necessárias e colaborando com os procedimentos de forma transparente. A reportagem buscou contato com a assessoria da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, mas não obteve retorno até a última atualização.

O contrato de terceirização das UPAs já enfrentou judicialização. Em 22 de abril de 2026, a Justiça do Tocantins suspendeu o acordo, determinando que a Prefeitura retomasse a gestão direta das unidades. Contudo, dias depois, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu essa decisão, alegando risco ao atendimento de saúde. O STJ ressaltou, na ocasião, que não analisou a regularidade do contrato em si, e essa avaliação segue em curso na Justiça Estadual. A expectativa é que o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO) analise o caso de forma mais aprofundada, mantendo o contrato vigente até o julgamento final.

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