TRAGÉDIA EM FAMÍLIA

Polícia Civil investiga feminicídio e suicídio em Iporã do Oeste

Joseli Scherer e Valmir Scherer, casal envolvido em caso de feminicídio e suicídio em Iporã do Oeste, SC
Joseli Scherer e Valmir Scherer foram encontrados mortos em Iporã do Oeste (SC) — Foto: Redes sociais/ Reprodução

Joseli Scherer, de 56 anos, e Valmir Scherer, de 61, encontrados mortos no domingo, 17 de maio. Casal choca SC; objetos apreendidos buscam elucidação do caso.

A comunidade de Iporã do Oeste, no Oeste de SC, foi tomada pela consternação após a descoberta de um crime brutal neste domingo, 17 de maio de 2026. A Polícia Civil investiga o feminicídio de Joseli Scherer, de 56 anos, encontrada morta com cortes no pescoço em sua residência, na Linha Piraju, por volta das 10h. O corpo do marido da vítima, Valmir Scherer, de 61 anos, foi localizado no galpão da propriedade, em um aparente suicídio. O caso choca a população e reforça a urgência de discutir e combater a violência contra a mulher, que ceifa vidas e desestrutura famílias.

O casal Joseli Scherer e Valmir Scherer residia na Linha Piraju, local onde a tragédia se desenrolou. A descoberta dos corpos, um em cima da cama e o outro no galpão da propriedade, aponta para uma dinâmica chocante de violência que culminou na morte de ambos. A dor e a perplexidade agora pairam sobre os familiares e vizinhos, que acompanham as investigações com expectativa de respostas.

A Polícia Civil de SC trata o incidente como feminicídio seguido de suicídio. Agentes apreenderam diversos objetos na cena do crime que podem oferecer pistas cruciais para desvendar as circunstâncias exatas e a motivação por trás da violência. As diligências prosseguem para elucidar completamente os fatos e fornecer um entendimento mais claro sobre a dimensão dessa tragédia.

O que é feminicídio?

Feminicídio é o assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino, ou seja, quando o crime envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher. No Brasil, desde 2015, é considerado um crime hediondo, com pena mais severa, buscando coibir a violência de gênero e proteger a vida das mulheres. Este tipo de crime reflete uma estrutura social que ainda permite e muitas vezes naturaliza a violência contra a mulher, tornando cada caso um alerta doloroso sobre a necessidade de conscientização e mudança cultural.

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