RESÍDUOS DE CEMITÉRIO
Polícia Civil investiga descarte irregular de materiais de cemitério em Porciúncula
Materiais como partes de caixões e luvas foram encontrados em caçamba, gerando apreensão sobre riscos sanitários. Prefeitura aponta servidor como responsável e promete revisão de protocolos.
A Polícia Civil instaurou investigação para apurar o descarte irregular de resíduos provenientes de cemitério em Porciúncula, Noroeste Fluminense. A decisão de investigar ocorreu após denúncias de moradores que encontraram uma caçamba com restos de caixões, luvas e outros itens ligados a sepultamentos. A situação gerou grande preocupação na comunidade devido aos potenciais riscos sanitários e ambientais.
Moradores relataram a descoberta de uma caçamba coberta por plástico, onde, ao ser inspecionada, revelou os materiais fúnebres e um forte odor. A denúncia levou a Polícia Civil ao local, e a perícia confirmou a presença dos resíduos, dando início à apuração do caso.
Imagens divulgadas nesta quarta-feira, 20/05/2026, mostram uma picape recolhendo os resíduos em um veículo aberto, levantando dúvidas sobre o cumprimento das normas ambientais para o transporte. O destino final dos materiais ainda não foi oficialmente confirmado.
A Prefeitura de Porciúncula manifestou preocupação com o ocorrido e informou ter acionado a empresa contratada para o recolhimento e destinação adequada desses resíduos. Segundo a administração municipal, a empresa é responsável por transportar o material a um aterro licenciado em Pirapetinga, seguindo as regulamentações vigentes.
Ainda conforme o executivo municipal, o descarte inadequado teria sido realizado por um servidor público, que agiu fora dos procedimentos estabelecidos. O funcionário foi advertido, e a Prefeitura indicou que outras medidas podem ser tomadas ao final de uma apuração interna. Uma reunião emergencial entre secretarias foi realizada para revisar e reforçar os procedimentos de fiscalização.
A administração municipal destacou que Porciúncula registrou um aumento recente no número de sepultamentos, com cerca de 15 ocorrências em um curto período. No entanto, a Prefeitura ressaltou que tal cenário não justifica práticas que comprometam a saúde pública e o meio ambiente.
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