CADEIA DE CONFIANÇA
Polícia Civil do RN combate quebra de sigilo em nova operação
“Acesso Restrito” investiga policiais suspeitos de vazar dados de caso de R$ 12,5 milhões. Apuração segue em curso.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a “Operação Acesso Restrito”, uma ação focada em investigar o vazamento de informações sigilosas de uma apuração conduzida pela própria corporação no estado. A iniciativa busca coibir práticas que comprometem a integridade das investigações criminais, ameaçam a justiça e abalam a confiança da sociedade nas instituições de segurança pública.
A apuração indica que um policial militar e um policial civil são suspeitos de acessar e compartilhar irregularmente dados protegidos por segredo de Justiça. Essas informações estariam conectadas à “Operação Pouso Forçado”, conduzida em setembro de 2025.
Naquela ocasião, a Polícia Civil investigava um esquema criminoso que teria desviado mais de 12,5 milhões de pontos de um programa de milhas vinculado a uma instituição financeira pública, levantando suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro.
Durante a “Operação Acesso Restrito” desta quarta-feira, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão – dois em residências e dois em locais de trabalho – nas cidades de Natal e Macaíba. As ordens foram expedidas pelo Poder Judiciário.
A Polícia Civil explicou que o nome “Acesso Restrito” reflete o suposto uso indevido de sistemas informatizados e bancos de dados institucionais, cujo acesso é limitado apenas a servidores autorizados.
A ação desta quarta-feira contou com o apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. As investigações ainda estão em andamento, e a corporação não descarta a adoção de novas medidas conforme a apuração avança, indicando que a decisão não é definitiva e pode haver desdobramentos.
Em nota oficial, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte reafirmou seu compromisso com a legalidade, a ética e a preservação do interesse público, destacando que não compactua com violações de sigilo funcional, uso indevido de sistemas institucionais ou acesso irregular a informações protegidas pela administração pública. A corporação enfatiza seu papel na garantia da integridade e da transparência.
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