INVESTIGAÇÃO MILIONÁRIA

Polícia Civil do Rio investiga esquema de lavagem de R$ 338 milhões

Policial civil em ação durante operação no Rio de Janeiro.
Imagem ilustrativa: Operação da Polícia Civil no Rio de Janeiro investiga esquema de lavagem de dinheiro.

Operação Tarja Oculta apura grupo suspeito de lavar R$ 338 milhões entre 2017 e 2022, com origem em golpes de clonagem de cartões de crédito. Agentes cumprem 39 mandados.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, a operação Tarja Oculta. A ação investiga um esquema criminoso suspeito de movimentar R$ 338 milhões entre 2017 e 2022, com recursos supostamente oriundos de estelionatos praticados por meio da clonagem de cartões de crédito. A decisão de iniciar a operação foi tomada após a identificação de um padrão de movimentação financeira suspeita. O caso importa por desbaratar uma complexa rede de lavagem de dinheiro que, em tese, ocultava a origem ilícita de vultuosos valores, afetando a segurança financeira e a integridade do mercado.

A Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil cumpre 39 mandados de busca e apreensão. A operação apreendeu 3 veículos de luxo e R$ 250 mil em espécie até o momento. A investigação aponta que o grupo investigado é composto por pelo menos 25 pessoas físicas e 5 empresas que atuavam em conjunto para ocultar a origem dos valores.

As investigações tiveram início após a apreensão de R$ 1 milhão em espécie em uma agência bancária na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Essa apreensão, que chamou a atenção de órgãos de inteligência financeira e do setor de compliance do banco, foi o estopim para aprofundar a apuração sobre as movimentações suspeitas.

De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos utilizavam empresas de fachada, transferências bancárias sucessivas e saques em dinheiro como métodos para dissimular a origem ilícita dos recursos. O objetivo final era reintegrar os valores à economia formal, conferindo-lhes uma aparência de legalidade.

A apuração se baseou em relatórios de inteligência financeira que identificaram intensa movimentação financeira entre os investigados, com operações incompatíveis com a renda declarada por parte deles. A Polícia Civil informou que as diligências prosseguem para mapear integralmente a estrutura financeira utilizada pelo grupo criminoso.

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