CRIMINALIDADE EM PRESÍDIOS
Polícia Civil do Paraná investiga grupo que vendia celulares em presídios por até R$ 80 mil
Operação da Polícia Civil e Polícia Penal apura entrada de aparelhos e drogas. Valores chegavam a R$ 80 mil. Nove mandados de prisão e busca são cumpridos.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Penal do Paraná (PPPR) deflagraram, nesta quarta-feira, 20/05/2026, uma operação para desarticular um esquema criminoso responsável pela entrada de celulares e drogas em presídios do estado. A investigação revelou que os aparelhos eram comercializados para detentos por valores exorbitantes, que podiam alcançar até R$ 80 mil, configurando um grave problema de segurança e gestão dentro do sistema penitenciário. A decisão de agir agora visa interromper essa prática ilegal e coibir novas ações criminosas planejadas a partir das unidades prisionais.
A ação policial ocorre simultaneamente em Curitiba, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande e Piraquara, no Paraná, e também em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Ao todo, as forças de segurança cumprem nove mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 ordens judiciais para sequestro de bens. Entre os alvos da operação estão monitores de ressocialização prisional, pessoas privadas de liberdade e outros indivíduos suspeitos de integrar o esquema.
As investigações tiveram início no final de 2024, após a apreensão de um celular em uma unidade prisional pela Polícia Penal. A partir dessa descoberta, a PCPR identificou movimentações financeiras suspeitas e indícios de lavagem de dinheiro, indicando que os lucros obtidos com a venda ilegal de aparelhos eram ocultados. Segundo os investigadores, o preço médio de cada celular dentro das penitenciárias era de R$ 40 mil, mas em casos específicos, um único aparelho chegou a ser vendido por R$ 80 mil.
Além da entrada de celulares, o grupo é suspeito de facilitar a introdução de drogas nas unidades prisionais. Os envolvidos poderão responder por uma série de crimes, incluindo corrupção ativa e passiva, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e inserção de aparelho telefônico em estabelecimento prisional. O delegado Thiago Andrade ressaltou que parte dos investigados possui histórico criminal extenso e continuava a operar de dentro do sistema, evidenciando a sofisticação e adaptação das condutas criminosas, com apoio de agentes privados.
A Polícia Penal reforçou que o combate às comunicações clandestinas em presídios é uma prioridade essencial. A medida é fundamental para prevenir a atuação de facções criminosas e para impedir que crimes continuem sendo ordenados a partir das celas, garantindo a segurança pública e a dignidade dos indivíduos.
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