OPERAÇÃO CONTRA VÍCIOS

Polícia Civil desarticula esquema de 'jogo do tigrinho' e bloqueia R$ 85 milhões

Foto de uma lancha de luxo apreendida pela Polícia Civil como parte da operação contra esquemas de apostas online.
Operação policial apreendeu veículos de luxo, incluindo uma lancha de R$ 2,4 milhões, em ação contra o "jogo do tigrinho". Foto: Polícia Civil/ Divulgação

Ação ocorreu em seis estados e contou com cooperação internacional. Dinheiro e bens de luxo foram apreendidos. Investigação aponta para casos de pessoas que perderam tudo.

A Polícia Civil do Ceará deflagrou, nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, uma operação para desarticular um esquema criminoso de jogos de apostas online, como o "jogo do tigrinho", que envolvia influenciadores digitais. A ofensiva, intitulada "Operação Jogo Sujo", cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em seis estados brasileiros e contou com cooperação internacional. O objetivo é coibir a atuação de grupos que exploram o vício e causam prejuízos financeiros e morais à população, chegando a casos de pessoas que perderam suas casas.

A investigação, que teve início em Canindé (CE) após denúncias sobre a divulgação do "jogo do tigrinho" por influenciadores locais, expandiu-se para identificar os responsáveis pela parte financeira e os donos das plataformas. Seis suspeitos foram presos, e outros três continuam sendo procurados pelas autoridades.

Conforme o delegado Cleidson Fernandes, titular da Delegacia de Canindé, influenciadores utilizavam seus públicos para divulgar plataformas de apostas, apresentando uma versão "demo" do jogo onde apareciam ganhando. O link divulgado levava os espectadores a apostar, resultando em perdas que, em alguns casos, levaram as vítimas a perderem suas casas devido ao vício.

Durante a operação, mais de 20 veículos de luxo foram apreendidos, incluindo uma lancha avaliada em R$ 2,4 milhões. Além disso, foi determinado o bloqueio de R$ 85 milhões em ativos financeiros. A ação policial ocorreu no Ceará, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso.

Um dos principais suspeitos, considerado o detentor do maior poder financeiro do grupo criminoso, foi preso no aeroporto de Guarulhos enquanto tentava fugir para os Estados Unidos. Em uma ação conjunta com agências americanas, seu visto e o de sua esposa foram revogados, permitindo a prisão ao desembarcar no Brasil. Ele planejava ir para Orlando, na Flórida.

Outras prisões ocorreram na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Santa Catarina. As autoridades mencionaram que um dos suspeitos de origem chinesa já foi preso em operações anteriores e permanece procurado, indicando o envolvimento de pessoas de outros estados e até de outros países no esquema.

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