TRAGÉDIA EM NATAL

Polícia Civil apura ocultação de provas e paradeiro de arma após morte de criança em Natal

Policial isolando uma cena de crime com fita.
Representação de uma cena de crime sendo isolada pela polícia.

Investigações sobre a morte de Mikellyson Valter Tavares, de 8 anos, são aprofundadas pela Polícia Civil. O caso envolve suspeitas de adulteração da cena do crime e o desaparecimento da arma.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte aprofunda as investigações sobre a morte de Mikellyson Valter Tavares, de 8 anos. A criança faleceu no último sábado, 20 de junho de 2026, no bairro Guarapes, Zona Oeste de Natal, após um disparo de arma de fogo no rosto. A apuração agora se concentra em determinar a ocultação de provas na cena do crime e o paradeiro da arma utilizada no incidente, elementos que geram questionamentos técnicos sobre a dinâmica dos fatos.

Segundo relatos iniciais à Polícia Militar, o disparo teria ocorrido de forma acidental, desferido pelo irmão da vítima, um menino de 11 anos, enquanto os responsáveis estavam fora de casa. Contudo, ao chegar ao local, a equipe policial constatou que a cena já havia sido alterada, o que impossibilitou a coleta imediata de vestígios cruciais para a investigação. O sargento Wendel Fischer descreveu o cenário como atípico, relatando que não era possível, de imediato, determinar se o tiro partiu de outra pessoa ou da própria criança.

Um desdobramento significativo na investigação ocorreu com a confissão do padrasto da criança. Ele admitiu ter adquirido uma pistola de calibre restrito em Mossoró. Embora a arma não tenha sido encontrada durante as buscas, a Polícia apreendeu na residência dois carregadores: um com oito munições de calibre 9mm e outro de alta capacidade, similar aos de submetralhadoras, contendo 30 munições. Este fato levanta sérias preocupações sobre o acesso a armamento em um ambiente doméstico com crianças.

A Delegacia de Plantão ouviu a mãe, o padrasto e um tio da vítima. O foco das apurações recai sobre a identificação de quem limpou a cena do crime, a localização da arma de fogo e a responsabilização legal pelo acesso facilitado das crianças a armamento de grosso calibre. Enquanto a família lida com o luto e a dor da perda precoce, a comunidade de Natal clama por respostas claras sobre como essa negligência resultou em uma tragédia evitável, impactando a dignidade da criança e a segurança de todos.

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