ENCONTRO DE LULA E TRUMP
Planalto avalia que aproximação de Lula com Trump diminui impacto de possível encontro de Flávio Bolsonaro nos EUA
Para o governo brasileiro, a recente interlocução entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente americano reduz o peso político de uma eventual reunião entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca, prevista para a próxima semana.
Integrantes do Palácio do Planalto avaliaram que a recente aproximação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduz o impacto político de um possível encontro entre o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, e o republicano na Casa Branca, previsto para a próxima semana.
Fontes ouvidas pela CNN Brasil afirmaram que o governo brasileiro não pretende interferir para vetar esse possível encontro entre Flávio e Trump. A avaliação é que a aproximação do republicano com a família Bolsonaro não representa novidade. Mesmo assim, se a reunião se concretizar, o Planalto pretende acompanhar os desdobramentos da visita e reagir rapidamente a qualquer consequência considerada negativa para o Brasil.
A leitura do governo brasileiro é que o possível encontro na próxima semana se diferencia das articulações do tarifaço, em 2025, devido à visita de Lula a Trump na quinta-feira, 7 de maio de 2026. Segundo interlocutores do governo brasileiro, a aproximação recente entre o petista e o republicano diminuiu a margem de atuação da ala bolsonarista brasileira e americana junto à Casa Branca.
Segundo integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro, o convite partiu da Casa Branca e foi intermediado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A negociação também envolveu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão do pré-candidato pelo PL. Reservadamente, auxiliares do governo brasileiro afirmam que, até o momento, não houve comunicação oficial ao Palácio do Planalto sobre esse possível encontro.
A possibilidade de a visita a Trump acontecer em um momento no qual a campanha de Flávio Bolsonaro vive uma crise de confiança, após vazamento de mensagens e áudio do senador pedindo dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Na quinta-feira, 21 de maio de 2026, o publicitário Eduardo Fischer assumiu o marketing do senador.
No Planalto, a leitura é de que uma eventual visita de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos teria caráter pontual, em busca de uma agenda positiva em meio à crise envolvendo o Banco Master, e dificilmente se traduziria em um apoio explícito da Casa Branca ao bolsonarista nas eleições de outubro. Mesmo assim, auxiliares do governo reconhecem que o cenário exige observação.
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