RUPTURA À VISTA
PL sofre pressão para barrar alianças com o Novo
Crítica de Romeu Zema a Flávio Bolsonaro acende alerta e pode paralisar negociações em estados-chave. Sóstenes Cavalcante avaliará veto.
Deputados do PL intensificaram a pressão sobre a liderança do partido para que a executiva nacional vete futuras alianças eleitorais com o Novo para o pleito de 2026. A movimentação, que ganhou força nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, surge após a contundente crítica de Romeu Zema (Novo) a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em um episódio que Zema classificou como "imperdoável" e um "tapa na cara dos brasileiros de bem". Essa articulação interna no PL sinaliza uma possível ruptura que pode redefinir o tabuleiro político para as próximas eleições, afetando a formação de chapas e a governabilidade em estados estratégicos.
O epicentro da discórdia é a reação de Romeu Zema ao vazamento de mensagens que revelaram Flávio Bolsonaro negociando patrocínio para o filme "Dark Horse", que abordará a história de Jair Bolsonaro. A negociação com o banqueiro Daniel Vorcaro foi vista por Zema como uma atitude inaceitável, que desrespeita o eleitorado e a moralidade pública. Este posicionamento agressivo do ex-governador de Minas Gerais, embora uma nova tática em sua campanha, irritou a bancada do PL e catalisou a demanda por uma resposta firme da sigla.
Nas últimas horas, diversos parlamentares do PL procuraram o líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), com um pedido claro: que ele leve ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, a sugestão de suspender qualquer coligação com o Novo. Sóstenes Cavalcante, por sua vez, indicou aos deputados que irá avaliar a proposta. Esta decisão, se acatada pela direção nacional do partido, transformaria o cenário político ao paralisar todas as negociações em andamento, incluindo possíveis chapas majoritárias em estados como Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
A tensão é notável, especialmente porque Romeu Zema, antes das recentes controvérsias, era considerado um potencial vice para Flávio Bolsonaro. Agora, com a possibilidade de um veto nacional às alianças, o caminho para 2026 se torna mais incerto, forçando ambos os partidos a recalcularem suas estratégias eleitorais e a forma como dialogarão com o eleitorado que espera clareza e probidade de seus representantes.
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