POVO QUER PIX

Pix: 73% defendem manutenção do sistema sem alterações, aponta Ipsos-Ipec

Gráfico de pizza mostrando a aprovação de 73% para manter o Pix.
A pesquisa Ipsos-Ipec aponta forte apoio popular à manutenção do Pix em sua forma atual.

Pesquisa revela forte apoio à manutenção do sistema de pagamentos brasileiro. Governo federal já se posicionou em defesa do Pix após ameaças de tarifas.

Uma pesquisa realizada pelo instituto Ipsos-Ipec, divulgada nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, revela que a grande maioria dos brasileiros, 73%, defende que o Pix seja mantido exatamente como está. A decisão reflete uma forte convicção popular de que nenhum país deve interferir no sistema de pagamentos nacional, especialmente diante de ameaças de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A manutenção do Pix como está é crucial para a soberania financeira e a estabilidade econômica do Brasil, impactando diretamente a vida de milhões de cidadãos e empresas que dependem da agilidade e gratuidade do sistema.

O levantamento indicou ainda que 19% dos entrevistados acreditam que o governo deveria realizar pequenas adaptações no sistema para evitar conflitos comerciais com Washington. Outros 8% não souberam ou não responderam.

A polêmica ganhou força após a ameaça de taxação de 25% sobre importações brasileiras, anunciada em 1º de junho pelo órgão norte-americano, que classificou o Pix como "injusto e discriminatório" com empresas dos Estados Unidos. Em resposta, o governo federal reafirmou seu compromisso com o Pix. O PT protocolou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) visando assegurar a soberania do Banco Central sobre sistemas de pagamento como o Pix.

O debate também envolveu figuras políticas, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que sugeriu negociações com os Estados Unidos, embora tenha ressaltado que o Brasil jamais substituiria o Pix, mesmo que outros países possuam sistemas semelhantes de pagamento instantâneo.

Metodologia da Pesquisa

A pesquisa Ipsos-Ipec ouviu 2.000 pessoas entre os dias 13 e 17 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Os dados foram coletados com recursos do próprio instituto.

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