QUASE DUAS DÉCADAS DE ENGANO
Piloto é acusado de enganar Air Canada por 17 anos com documentos falsos e realizar mais de 900 voos
Acusações incluem fraude e uso de documentos falsificados contra o ex-comandante Geoffrey Wall, que pode ter recebido mais de US$ 2,9 milhões em salários. Próxima audiência está marcada para 29 de junho.
Um ex-piloto da Air Canada, Geoffrey Wall, de 59 anos, enfrenta acusações graves por supostamente operar voos por quase 17 anos utilizando licenças falsas. A Polícia Regional de Peel, em Ontário, aponta que Wall realizou mais de 900 voos nacionais e internacionais entre 2009 e 2025, pilotando aeronaves de grande porte como os modelos Boeing 777, Boeing 767 e Boeing 787 Dreamliner. A investigação sugere que ele possuía habilitações para certas operações, mas não as credenciais necessárias para transportar passageiros em voos comerciais. Wall teria enganado a companhia aérea, onde trabalhou por 27 anos, para receber salários estimados em mais de US$ 2,9 milhões durante o período da suposta fraude. Ele se aposentou no ano passado, após cerca de 16 anos atuando como comandante. Para tentar encobrir as irregularidades, o ex-piloto teria registrado um boletim de ocorrência falso alegando a perda de seus documentos. O caso foi revelado nesta quarta-feira, 10/06/2026, e Wall responde a múltiplas acusações, incluindo fraude, uso de documentos falsificados, declarações enganosas, fornecimento de informações falsas às autoridades e obstrução de investigação. A dignidade e a segurança de milhares de passageiros que confiaram suas vidas ao profissional foram colocadas em risco por quase duas décadas. O ex-comandante tem audiência marcada na Justiça para o dia 29 de junho, quando o caso seguirá em andamento.
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