ECONOMIA MINEIRA DESACELERA
PIB de Minas Gerais recua 0,5% no primeiro trimestre de 2026, indicando desaceleração econômica
A queda de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) estadual, divulgada pela Fiemg, contrasta com o avanço nacional e levanta preocupações sobre o dinamismo em Minas Gerais. Agropecuária e indústria puxam resultado negativo, enquanto serviços tentam sustentar a atividade.
{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"A economia de Minas Gerais iniciou 2026 com um ritmo mais lento. Nesta quinta-feira, 18/06/2026, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro registrou uma retração de 0,5% no primeiro trimestre do ano, comparado aos três meses anteriores, após ajuste sazonal. Este desempenho ficou aquém do avanço nacional, que foi de 1,1% no mesmo período, reforçando os sinais de desaceleração da atividade econômica no estado. Em valores correntes, o PIB de Minas Gerais somou R$ 285,7 bilhões entre janeiro e março."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Os setores da agropecuária e da indústria foram os principais responsáveis pela queda. O setor agropecuário apresentou uma retração de 9,9% na comparação trimestral, e a indústria recuou 0,5%. Dentro do segmento industrial, a maior contração foi observada na atividade extrativa mineral, com queda de 5,4%, seguida pela construção civil, com uma leve redução de 0,2%. Em contrapartida, a indústria de transformação registrou um avanço de 0,4%, e os segmentos de energia e saneamento cresceram 0,9%."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em contraste com os demais setores, o segmento de serviços atuou como o principal motor da economia estadual no primeiro trimestre, com um crescimento de 0,7%. Este avanço foi impulsionado principalmente pelo comércio, que registrou alta de 0,8%, e por outros serviços, com 0,6%. O setor de serviços é o maior componente da economia mineira, respondendo por R$ 160,1 bilhões do PIB estadual no período. A indústria movimentou R$ 64,7 bilhões e a agropecuária, R$ 23,5 bilhões. Na comparação anual, os serviços também apresentaram expansão de 1,5%, contribuindo para mitigar a retração geral da economia."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Quando comparado ao primeiro trimestre de 2025, o PIB de Minas Gerais apresentou uma queda de 0,7%, enquanto a economia brasileira cresceu 1,8% no mesmo intervalo. A agropecuária foi o setor com maior impacto negativo, com retração de 15,6% na comparação anual. A indústria também caiu 0,5%, ao passo que os serviços cresceram 1,5%. A análise da Fiemg sugere que a economia mineira atravessa um processo gradual de perda de dinamismo, evidenciado por diversos indicadores."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"No acumulado dos quatro trimestres encerrados em março de 2026, o PIB de Minas Gerais cresceu 0,8%. Embora positivo, este resultado indica uma desaceleração em relação a períodos anteriores. Neste intervalo, os serviços avançaram 1,5% e a agropecuária cresceu 0,7%, enquanto a indústria teve uma leve retração de 0,1%. A indústria extrativa manteve desempenho positivo com crescimento de 4,9%, mas não foi suficiente para compensar as perdas na construção civil e nos setores de energia e saneamento."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A Fiemg avalia que a desaceleração econômica deve persistir nos próximos meses, influenciada por juros elevados, pressões inflacionárias, incertezas no cenário internacional e maior cautela dos empresários. Por outro lado, o consumo das famílias deve continuar sustentando a economia, amparado pelo mercado de trabalho e por medidas de estímulo ao crédito e à renda. Há expectativa de recuperação gradual na construção civil, impulsionada por programas habitacionais e investimentos em infraestrutura."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Apesar dos desafios, a Fiemg mantém a projeção de crescimento de 1,6% para o PIB estadual em 2026. A previsão considera expansão de 2,0% na indústria, 1,5% nos serviços e 0,9% na agropecuária. O desempenho da mineração pode impulsionar a economia, mas a desaceleração chinesa e possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño representam riscos para Minas Gerais."}}]},
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