FACÇÃO CAPTURADA

PF prende fornecedor de armas do Comando Vermelho no Suriname

Arnaldo Ribeiro, suspeito de fornecer armas para o Comando Vermelho, é preso no Suriname.
Arnaldo Ribeiro é detido em Paramaribo, Suriname, em operação contra o Comando Vermelho.

Arnaldo Ribeiro negociava fuzis AK-47 para a Região Norte do Brasil. Operação bloqueia meio bilhão em bens e suspende empresas.

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) decidiram pela prisão de Arnaldo Ribeiro, apontado como fornecedor de armas para o Comando Vermelho (CV). A ação ocorreu no Suriname. Ribeiro era responsável pela negociação de 10 fuzis AK-47 destinados à facção que atua na Região Norte do Brasil, evidenciando a expansão criminosa para além das fronteiras nacionais. A decisão, que visa desarticular a logística de armamento e finanças do grupo, é crucial para a segurança pública e a soberania do país, impactando diretamente a capacidade do CV de operar e disseminar violência.

Além de Ribeiro, a Operação Red Fox resultou na prisão de outros três investigados em território nacional. No Rio de Janeiro, um operador financeiro, supostamente encarregado de pulverizar recursos ilícitos do CV por meio de contas pessoais e empresariais para viabilizar pagamentos a fornecedores, foi detido. Em Tabatinga (AM), outro homem foi preso; ele utilizava uma empresa no fluxo financeiro da organização, especialmente para transações ligadas à logística transnacional de drogas e armas.

Arnaldo Ribeiro é preso no Suriname pela Polícia Federal

As medidas cautelares, deferidas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, incluem o bloqueio de bens avaliados em meio bilhão e a suspensão das atividades econômicas de empresas utilizadas como fachada para as operações ilícitas. A captura de Ribeiro em Paramaribo, capital do Suriname, representa um duro golpe contra a infraestrutura criminosa, dificultando o acesso a armamento pesado e a movimentação financeira da organização.

A importância desta operação reside na sua capacidade de intervir diretamente nas rotas de suprimento de armas e nos mecanismos financeiros que sustentam o crime organizado. Ao desarticular essa rede, a PF e o MPF buscam não apenas prender criminosos, mas também restaurar a dignidade das comunidades afetadas pela violência e insegurança promovidas pela facção.

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