DECISÃO SOBRE PRISÃO
PF pede a Mendonça transferência de Daniel Vorcaro para presídio comum
Polícia Federal rejeitou nova proposta de delação de Daniel Vorcaro e solicitou ao ministro André Mendonça, do STF, a mudança do fundador do Banco Master para um presídio comum, após ele deixar a Superintendência da PF.
A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, seja transferido de sua cela na Superintendência da PF para um presídio comum. A decisão surge após a rejeição da segunda proposta de colaboração premiada apresentada pelo empresário, sinalizando um endurecimento na estratégia dos investigadores.
Vorcaro está detido na Superintendência da PF no Distrito Federal desde 19 de março de 2026, como parte das investigações da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes no sistema bancário. Inicialmente, ele havia assinado um termo de confidencialidade em março para negociar sua colaboração, sendo posteriormente transferido de uma cela especial para uma comum em 18 de maio.
A negativa à primeira proposta de delação resultou na saída de José Luís de Oliveira Lima, o Juca, que coordenava a defesa de Vorcaro em 22 de maio de 2026. Atualmente, a defesa do empresário é conduzida pelo advogado Sérgio Leonardo, que integra a equipe desde o início da Operação Compliance Zero, em 17 de novembro de 2025.
A segunda proposta de delação, apresentada como mais abrangente e detalhada pelo advogado Sérgio Leonardo, foi encaminhada à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não emitiu parecer. Com este novo acordo, Vorcaro detalharia como teria utilizado sua influência política para fechar negócios vultosos com fundos de previdência de servidores públicos estaduais, direcionando recursos de aposentadoria para o Banco Master.
A Operação Compliance Zero, autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025, investiga as irregularidades no Banco Master. A primeira fase da operação levou à prisão de executivos da instituição, com posterior liberação mediante tornozeleira eletrônica. O caso tramita no STF desde dezembro de 2025, passando pelas mãos do ministro Dias Toffoli antes de ser assumido por André Mendonça, que autorizou a segunda fase em janeiro de 2026.
Ao longo de suas oito fases, deflagradas entre novembro de 2025 e maio de 2026, a operação investigou prisões de executivos, buscas por bens de luxo, suposta intimidação de adversários, pagamentos de propina a funcionários do Banco Central, o envolvimento do senador Ciro Nogueira, a atuação do pai de Vorcaro na articulação de um grupo de intimidação, o vazamento de informações sigilosas e investigações sobre o ex-governador Cláudio Castro.
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