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PF mira Ciro Nogueira; impacta campanha de Flávio Bolsonaro

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Operação abala aliados de Jair Bolsonaro e fortalece pedido do PT por CPI do Banco Master. Senador Davi Alcolumbre atua para barrar investigação no Congresso.

A Polícia Federal deflagrou uma operação que colocou Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil e presidente do PP, no centro das atenções, nesta quinta-feira, 07/05/2026. A ação policial, supervisionada pelo Supremo Tribunal Federal, repercute fortemente no cenário político, gerando instabilidade na campanha de Flávio Bolsonaro e impulsionando o Partido dos Trabalhadores a intensificar a pressão pela instalação de uma CPI para investigar o Banco Master. A apuração promete reconfigurar alianças e testar a resiliência do Centrão, expondo a vulnerabilidade de figuras poderosas e a urgência por transparência.

Petistas já exploram o tema intensamente nas redes sociais, projetando-o como um ativo na campanha presidencial. O Partido dos Trabalhadores, por sinal, agora busca garantir a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master, visando as possíveis conexões entre Ciro Nogueira e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Um levantamento da "AtivaWeb" revelou que as plataformas digitais foram inundadas com postagens que associam Ciro Nogueira e o Banco Master ao movimento de apoiadores do ex-presidente Bolsonaro. Essa associação gerou menções negativas significativas para o ex-ministro e para a ala política a qual ele pertence, incluindo o próprio senador e presidente do PP, Ciro Nogueira, figura central do Centrão.

A situação marca uma virada estratégica. Antes da operação desta quinta-feira, 07/05/2026, aliados de Flávio Bolsonaro defendiam investigações sobre supostas ligações entre o PT da Bahia e o Banco Master. Agora, a pressão se inverteu, e Flávio contará, mais do que nunca, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para evitar a criação de uma CPI sobre o Banco Master.

A tática de defesa não só ressaltará que Ciro Nogueira ocupava a pasta crucial da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro, mas também explorará as articulações prévias que o colocaram como potencial vice na chapa de Flávio Bolsonaro.

Brasília – DF- 29/04/2026 – Senador Ciro Nogueira durante sessão do Senado Federal — Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Governistas, por sua vez, tentam amplificar nas redes sociais um vídeo de uma entrevista de Flávio Bolsonaro em que ele elogia Ciro Nogueira como possível vice. Na ocasião, Flávio declarou: "O perfil do Ciro é um bom perfil, é nordestino, um partido grande, forte, tem a lealdade que sempre teve ao presidente Bolsonaro no ministério dele. Sem dúvida nenhuma é um nome que está colocado." O vídeo já circula amplamente.

Além disso, analistas governistas interpretam a operação como um claro recado do Supremo Tribunal Federal (STF) de que as investigações podem alcançar outros nomes influentes do Centrão, como Davi Alcolumbre e Antônio Rueda, presidente do União Brasil.

No entorno de Flávio Bolsonaro, a diretriz é clara: cautela extrema em relação a Ciro Nogueira. Nesta quinta-feira, 07/05/2026, Flávio divulgou uma nota classificando as informações da imprensa como "graves", exigindo que "fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência" e com "respeito ao devido processo legal". Ele reiterou sua confiança na relatoria do caso, a cargo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Em seguida, publicou um vídeo afirmando que "tudo tem que ser apurado até o fim", "sem blindagem", e que o Congresso tem a obrigação de cumprir seu papel e instalar a CPI do Banco Master. Esta mudança de postura contrasta com a situação da semana anterior, quando Alcolumbre, segundo governistas, firmou um acordo para sessões do Congresso que derrubariam vetos da dosimetria, sem que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master fosse instalada, conforme exigido pelo regimento.

A líder do PP, Tereza Cristina, alinhou-se ao discurso de Flávio Bolsonaro, defendendo as investigações com garantia de ampla defesa. "Tudo precisa ser investigado. Se existe alguma coisa, precisa ser investigada. Também ter que dar o direito de ampla defesa e não julgar antes de saber o resultado das investigações", argumentou.

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