INVESTIGAÇÃO AVANÇA
PF mira Ciro Nogueira e inflama cenário eleitoral do DF
Operação Compliance Zero na 5ª fase pressiona governadora Celina Leão e o BRB, em 07 de maio de 2026.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) por supostas vantagens indevidas envolvendo o Banco Master. A ação, que abala a reputação do parlamentar, reacende intensamente a disputa política no Distrito Federal, com opositores utilizando o caso para questionar a ligação da governadora Celina Leão (PP) com Nogueira e as decisões do governo local, como a polêmica relação entre o BRB e o Banco Master.
A investigação, que foca em um escândalo envolvendo grandes somas e possíveis desvios de conduta, expõe a fragilidade da confiança pública nas instituições e levanta sérias dúvidas sobre a transparência na administração distrital. A cada nova fase, a Operação Compliance Zero desenha um cenário de articulações que, se comprovadas, impactam diretamente a vida dos cidadãos do DF, ao comprometer a integridade de bancos públicos e a lisura de indicações para cargos estratégicos.
Líder da oposição no Congresso, o senador Izalci Lucas (PL-DF) prontamente criticou a investigação nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, afirmando que o episódio reforça questionamentos sobre a atuação de lideranças partidárias em Brasília. Em nota, Izalci destacou que vem alertando há meses para a influência de Ciro Nogueira no DF e sua relação com a governadora Celina Leão. Segundo o congressista, os indícios levantados na apuração – que envolve o Banco Master e supostas vantagens indevidas – ajudam a explicar decisões recentes da gestão local, como a relação entre o BRB e ativos considerados controversos.
O senador classificou como “inadmissível” que o governo do DF atue, segundo ele, em favor de interesses políticos externos em detrimento de áreas essenciais como saúde, segurança e transparência. Izalci cobrou explicações da governadora sobre a influência em decisões do Palácio do Buriti e em indicações para órgãos estratégicos, como o BRB, o que demonstra a preocupação com a autonomia e a integridade da administração pública do Distrito Federal.
As críticas ganharam reforço com as declarações do deputado federal e ex-governador do DF Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que elevou o tom contra o grupo político ligado ao governo local. Em manifestações nas redes sociais, Rollemberg afirmou que “Ciro Nogueira recebia mesada” e que outros envolvidos teriam sido beneficiados com imóveis, sem, contudo, apresentar provas até o momento. O deputado também questionou o empenho do governo Ibaneis Rocha e da governadora Celina Leão na tentativa de viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB.
O BRB, banco controlado pelo governo do DF, tornou-se peça central nas apurações por ter sido o principal interessado na aquisição do Banco Master. A transação envolvia a compra da instituição privada para evitar sua quebra, mas foi vetada pelo Banco Central por falta de viabilidade econômico-financeira. “É preciso explicar quem ganhou, quem articulou e quem realmente foi beneficiado nessa operação”, escreveu Rollemberg, apontando para a necessidade de clareza sobre o uso de recursos públicos.
O deputado ainda associou Ciro Nogueira à indicação de Paulo Henrique Costa para a presidência do BRB e sugeriu que a investigação pode atingir outros nomes. A Polícia Federal prendeu, em abril de 2026, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, durante uma etapa anterior da Operação Compliance Zero. O executivo é investigado por suspeita de permitir operações sem lastro com o Banco Master e de descumprir práticas de governança, o que acende um alerta vermelho sobre a administração de instituições financeiras públicas e a segurança do dinheiro dos contribuintes.
Rollemberg concluiu que a população do DF “aguarda respostas” sobre eventuais irregularidades envolvendo o banco público, reforçando a expectativa por justiça e transparência. Izalci, pré-candidato ao governo do DF, defendeu que o PL lance candidatura própria ao Palácio do Buriti em 2026, com perfil técnico e sem envolvimento em práticas sob investigação. Ele reiterou que acompanhará de perto os desdobramentos e manifestou confiança no avanço das apurações, sublinhando a importância de uma gestão íntegra e sem máculas para o futuro do Distrito Federal.
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