INVESTIGAÇÃO POLÍTICA

PF investiga Senador Jaques Wagner e mais sete por suspeitas ligadas ao Banco Master

Fachada de prédio moderno da Polícia Federal com bandeira do Brasil.
Fachada da sede da Polícia Federal em Brasília.

Senador Jaques Wagner (PT) é um dos oito alvos da nova fase da Operação Compliance Zero. Suspeitas envolvem entrega de vantagens indevidas e atuação em favor do extinto Banco Master.

O Senador Jaques Wagner (PT) foi decidido como alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira, 18/06/2026. A decisão parte de investigações que apuram suspeitas de atuação em favor dos interesses do extinto Banco Master, de Daniel Vorcaro. A relevância desta investigação reside na potencial interferência de agentes públicos em decisões financeiras e na proteção da probidade administrativa.

A investigação centra-se em três eixos principais que afetam a dignidade do cargo público e a confiança da sociedade. O primeiro eixo apura a possível entrega de vantagens econômicas, com destaque para um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador. O segundo eixo investiga pagamentos direcionados a empresas ligadas ao núcleo familiar do Senador. Já o terceiro eixo foca na suposta atuação parlamentar em benefício do Banco Master.

Embora Jaques Wagner seja o nome de maior projeção entre os alvos, a Polícia Federal também investiga outras sete pessoas cujas conexões e responsabilidades detalham o escopo da operação.

Principais envolvidos e suas supostas responsabilidades:

Augusto Ferreira Lima, apontado como ex-sócio de Daniel Vorcaro, é considerado o elo central entre o Senador e os interesses do Banco Master. As investigações sugerem que ele atuou diretamente na suposta entrega de benefícios financeiros ao parlamentar e a pessoas de seu círculo, além de informá-lo sobre temas estratégicos da instituição financeira.

Valério Marega Júnior, um operador financeiro com ligações a fundos associados ao Master, teria sido peça-chave na transação financeira para a aquisição do apartamento investigado. David Lopes Monteiro é acusado de ter auxiliado Valério nesta operação imobiliária.

Luiz Antonio Lombardi, diretor da Epítome S.A., empresa que teria formalizado a compra do imóvel, também figura entre os investigados. A formalização de tais aquisições sob suspeita levanta sério questionamento sobre a transparência dos negócios.

O segundo eixo de apuração abrange indivíduos com laços com o Senador Jaques Wagner e Augusto Lima. Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado do Senador e responsável pela BN Financeira LTDA., teria recebido R$ 3,5 milhões da PKL ONE Participações S.A. Guilherme Henrique Sodré Martins, pai de Eduardo e também gestor da BN Financeira LTDA., é suspeito de atuar como intermediário entre Daniel Vorcaro e membros do gabinete do Senador.

Andréa Lima Novaes, prima de Augusto Lima e diretora da PKL ONE Participações S.A., completa a lista de investigados nesta fase, indicando uma teia de conexões financeiras e pessoais sob escrutínio da PF.

A natureza das investigações sugere que as decisões tomadas podem ter impactado diretamente a estabilidade financeira e a equidade do mercado, demandando uma análise aprofundada para garantir a justiça e a integridade dos processos.

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